Samuel conhecia Alice muito bem; ele sabia que sua colega tinha uma personalidade ponderada e não gostava de causar problemas aos outros. No fim, acabou deixando que ela fizesse as coisas do seu jeito.
Para conseguir informações sobre o Sarnento o mais rápido possível, Alice também publicou um anúncio de recompensa em seu nome.
Quem quer que pudesse dar informações sobre o Sarnento ganharia uma recompensa paga por ela.
Depois que o anúncio foi publicado, muitas pessoas ligaram oferecendo informações, mas a grande maioria era inútil ou falsa.
Assim se passou meia quinzena, até que, numa noite de sábado, ela recebeu uma ligação de um homem desconhecido.
Assim que a ligação foi atendida, a voz rouca do homem soou pelo alto-falante:
— Você está procurando o Sarnento, não é?
— Sim, estou. — A voz de Alice soou calma; ela já havia recebido tantas ligações com essa mesma introdução que já não sentia a empolgação inicial.
— Qualquer informação, desde que tenha a ver com o Sarnento, você paga, certo? — O outro perguntou em seguida.
— Sim. O valor será pago de acordo com a precisão e a importância da informação. — Alice respondeu.
— Certo, eu conheço um cara chamado Sarnento. Mas não quero falar por telefone, venha me encontrar e conversamos pessoalmente.
Ouvindo o pedido de encontro, Alice não se surpreendeu. Durante aquele período, isso já havia acontecido outras vezes.
— Tudo bem, então nos encontramos amanhã de manhã na delegacia de polícia da sua região. — Alice respondeu como de costume.
Sempre que alguém pedia para se encontrar, Alice marcava o local na delegacia.
Primeiro, para garantir a sua própria segurança; segundo, porque se a pessoa estivesse apenas tentando aplicar um golpe, desistiria por conta própria ao ouvir que o encontro seria na delegacia.
Mas o homem recusou na hora: — Eu tenho dificuldade para me locomover. Você precisa vir até mim. Se não se sentir segura, pode trazer um policial junto.
Alice apertou o celular com força. Era a primeira vez que alguém dava uma resposta assim. Ela pensou por um instante e concordou na hora: — Tudo bem.


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