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Não Quero Mais Ser A Sra. Cavalcanti! romance Capítulo 249

Pensando bem, em toda Alvorada, exceto pelos magnatas bilionários como a família Santos, era quase impossível essas damas da sociedade quererem ver alguém e não conseguirem.

— Você... — Zélia sentiu uma vontade enorme de anunciar em público a grandiosidade de Alice. No entanto, percebeu que revelar as identidades da jovem naquela situação seria como cair na armadilha de ter que provar a si mesma, parecendo infantil. Além do mais, as madames não acreditariam nela e só achariam que estava se gabando.

Enquanto Zélia debatia internamente sobre a melhor maneira de se expressar...

Ao seu lado, Alice ergueu a mão para cobrir os lábios e imitou a leve risadinha que aquelas dondocas haviam acabado de dar.

A risada soou clara e leve, parecendo o tilintar de pequenos sinhos ao vento.

O olhar de Dona Glória Gouveia transferiu-se para Alice:

— Do que você está rindo?

Alice baixou a mão e separou suavemente os lábios vermelhos:

— Antes de chegar aqui, eu acreditava que o Círculo das Damas seria repleto de mulheres elegantes e intelectuais.

Dona Glória ergueu as sobrancelhas; de fato, elas eram o ápice da elegância e do intelecto.

Para a sua surpresa, Alice prosseguiu:

— Mas agora que estou aqui, percebo que essa suposta elegância e inteligência não passam de uma máscara para a maldade delas.

— Você! — A fisionomia de Dona Glória enrijeceu. E os sorrisos das que a haviam seguido há pouco também murcharam em reprovação.

Mas o rosto de Alice continuava calmo e impassível.

— A verdadeira elegância e intelecto residem na generosidade. Mas é evidente que as pessoas nesta sala, especialmente as que soltaram risinhos agorinha mesmo, não possuem nenhuma dessas virtudes.

Dona Glória tinha uma expressão carregada e ameaçadora, e sua boca se abria e fechava. Se dissesse qualquer coisa agora, só confirmaria sua falta de generosidade e sua natureza perversa.

No final, ela só pôde arregalar os olhos para Zélia e murmurar:

— Sra. Oliveira, sua sobrinha tem mesmo uma língua afiada.

Dona Glória atacara Zélia unicamente para defender Yara, então usou essas palavras de fuga como escada para se afastar. Lançou um olhar ríspido para Zélia e Alice, e então acompanhou Yara até o outro lado do salão de chá.

Atrás de Yara, Sabrina soltou um leve suspiro de alívio.

Seu coração estivera a um triz de pular pela boca! Temia imensamente que Alice, incitada pela situação, revelasse sua verdadeira identidade ali mesmo.

O título de ex-esposa de Jorge não importaria muito, afinal, eles já haviam se divorciado.

O problema real era o cargo de Diretora do Centro de Pesquisa...

Nem seu sogro nem sua sogra sabiam disso, e essa ignorância era precisamente a razão de a reverenciarem tanto.

Mas se os sogros viessem a descobrir...

Sabrina teve arrepios só de cogitar a possibilidade, apenas consolando-se em silêncio.

Mas, considerando a situação de agora, mesmo que Alice tentasse revelar a verdade, dificilmente alguém acreditaria, tratando-a apenas como uma grande mentirosa.

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