Neste momento, ao ficar ali de pé olhando para aqueles homens, Alice sentiu uma profunda irritação.
Quando ela se virou para ir embora, Sebastião deu um passo à frente e a impediu: — Eu te levo.
No auge de sua fúria, Alice olhou com raiva para Sebastião e esbravejou: — Saia daqui! Vá o mais longe que puder!
Após gritar, ela ignorou os olhares estranhos das pessoas ao redor e entrou diretamente em um táxi.
Daniel observou Alice ir embora e, só então, aproximou-se de Sebastião: — Senhor, a Srta. Almeida já foi, vamos indo também.
Antes de entrar no carro, Sebastião lançou um olhar gélido para Jorge. O aviso em seus olhos deixou Jonas com o coração inquieto.
Dentro do carro, através do espelho retrovisor, Daniel viu Sebastião puxar o lenço de seda decorativo do bolso superior de seu paletó e limpar, com uma expressão aborrecida, o canto machucado da boca.
Havia coisas que ele precisava desabafar: — Senhor, aquele soco foi de graça. A Srta. Almeida nem olhou para você, muito menos demonstrou pena. Essa sua tática de se fazer de vítima não deu certo.
O homem passou a língua levemente no canto dos lábios, ergueu o olhar gélido e o fixou em Daniel, que estava dirigindo.
Daniel estremeceu, calou-se imediatamente e voltou a dirigir em silêncio.
Em frente à entrada do restaurante, a calma voltou a reinar.
Depois de confirmar que o carro de Sebastião estava longe, Jonas finalmente soltou Jorge: — Jorge, você enlouqueceu? Sabe quem é a pessoa que você acabou de socar? Sebastião Santos! O filho do homem mais rico da cidade! O que você vai fazer se ele decidir te processar por agressão? E a sua reputação, onde vai parar?
Jorge acenou com a mão, sua expressão sombria mostrava que ele não queria mais falar sobre o assunto.
Exatamente naquele momento, foi então que Yuri chegou com o carro. Vendo que Jorge claramente não estava bem, ele correu para ajudálo a entrar no veículo.
Quando Yuri o deixou em casa, o efeito do álcool em Jorge já havia atingido seu pico.
No sofá da sala de estar, Sabrina estava sentada com uma expressão ansiosa, seus olhos se voltando frequentemente para a direção da entrada.
Desde o momento em que Jorge saiu, após descobrir o Certificado de Divórcio, muito tempo já havia se passado. Durante esse período, ela tentou ligar para ele várias vezes, mas não obteve resposta.
Isso era algo que nunca havia acontecido no passado.
— O Diretor Cavalcanti desse jeito, precisa de alguém para cuidar dele. — Pensando nisso, Yuri pegou o celular. — Vou ligar para a Sra. Cavalcanti voltar e cuidar dele.
Com os olhos revirando rapidamente, Sabrina interrompeu Yuri: — A essa hora, não ligue para mais ninguém. Eu cuido do Professor Jorge.
Yuri olhou para Sabrina com o cenho levemente franzido: — Srta. Sabrina, não acha que é inadequado? Uma garota pequena como você não vai conseguir. É melhor eu ficar.
— Não tem problema. — Uma pitada de ansiedade passou pela expressão dela, mas foi rapidamente mascarada. — Se eu não conseguir dar conta, chamo a Ester para me ajudar. Já é tarde, é melhor você ir para casa descansar.
Yuri olhou para o corpo adormecido de Jorge na cama e assentiu: — Tudo bem então, vou indo.
Sabrina ficou parada em frente à janela do quarto e, apenas após ver Yuri ligar o carro e ir embora, soltou um longo suspiro de alívio.
Virando-se, ela encheu um copo de água e caminhou até a cabeceira da cama.
Deu leves tapinhas no homem adormecido pela bebedeira para acordá-lo de leve: — Professor Jorge, venha, beba um pouco de água.
O homem abriu os olhos, ainda meio tonto, deixou Sabrina ajudá-lo a sentar e, mecanicamente, bebeu todo o conteúdo do copo aos poucos.

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