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Na Noite da Tempestade, Eu Escolhi Partir romance Capítulo 463

O gerente do hotel balançou a cabeça, mantendo a postura respeitosa:

— Srta. Tavares, não há mais nada. Todas as gravações de ontem estão aqui.

— A senhora está procurando alguém? Se precisar, pode descrever a aparência da pessoa e eu ajudo a procurar.

Cecília baixou o olhar lentamente, resignada.

— Não precisa. Deve ter sido impressão minha mesmo.

Ela sentia uma ponta de confusão no peito, mas não se demorou nisso, assumindo que Candy devia ter se enganado.

Crianças, às vezes, inventavam histórias sem pé nem cabeça, misturando realidade com suas fantasias mirabolantes.

Cecília ergueu os olhos, com um tom de desculpa:

— Perdão pelo incômodo.

Sem insistir mais no assunto, Cecília virou-se e deixou o hotel.

Assim que ela se afastou o suficiente.

O gerente do hotel soltou um suspiro profundo de alívio, limpando a fina camada de suor que brotara em sua testa. Com o olhar inquieto, ele pegou a fita de gravação original e correu para bater na porta do quarto ao lado.

*Toc, toc.*

— Entre.

De dentro do quarto, veio uma voz fria, rouca e indiferente como a neve.

O gerente girou a maçaneta com todo o cuidado e entrou, dizendo respeitosamente:

— Diretor Serra, a Srta. Tavares já foi. Ela não descobriu nada.

Sentado no sofá de couro genuíno, com uma aura nobre e elegante, estava ninguém menos que Gustavo, o homem que todos acreditavam estar morto!

Ele mantinha os cílios negros baixos. Seu rosto não mudara muito, mas, olhando de perto, parecia muito mais contido e prudente do que antes, o que lhe conferia um charme masculino ainda mais maduro e sexy.

No final da sobrancelha direita de Gustavo, havia uma cicatriz afiada, do tamanho de uma unha, que acrescentava um ar de perigo frio e opressivo ao seu rosto bonito e heroico. Quando ele ficava sério, emanava uma autoridade natural e avassaladora, como uma escultura nobre e intocável.

Gustavo segurava um cigarro entre os dedos, a brasa vermelha cintilando. Seus olhos, longos e profundos como os de uma fênix, estreitaram-se ligeiramente enquanto ele dizia com voz grave:

Nathan saiu lentamente de um canto escuro, com uma expressão complexa no rosto.

— Diretor Serra.

— Já que o senhor voltou ao país e viu a pequena senhorita ontem à noite, por que não...

Nathan queria dizer que, já que ele estava de volta e não conseguia se conter — sempre arrumando desculpas para ver Cecília e a filha escondido —, por que não aparecia logo e se revelava?

Gustavo baixou os cílios, perdido em algum pensamento, e uma expressão de autoaversão cruzou seu rosto bonito. Com a voz rouca, ele disse:

— A Cecília me odeia.

— Além disso, eu prometi a ela que, depois que o bebê nascesse, eu desapareceria completamente da vida delas e não as incomodaria mais.

— Eu... quebrei minha palavra com ela muitas vezes. Pelo menos desta vez, não quero decepcioná-la de novo.

Nathan ficou sem palavras.

Ele franziu a testa com força, abriu a boca para falar, mas hesitou.

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