— Garotinha, você está perdida?
De repente.
Uma figura alta e imponente apareceu diante de Candy. A voz, fria e límpida como a neve, soava um pouco rouca.
Candy soluçou devido ao choro e olhou com os olhos marejados. Viu um homem usando uma máscara preta grossa e um boné de beisebol preto, cobrindo-se completamente, deixando à mostra apenas um par de belos olhos amendoados.
Candy olhou para os olhos dele e ficou momentaneamente distraída, até esquecendo de chorar.
— Buá... Q-quem é você?
Candy também não sabia o porquê. Sua mãe havia repetido inúmeras vezes para ficar alerta com estranhos e não conversar com desconhecidos.
Mas ao ver aquele homem de aparência misteriosa à sua frente, ela não sentiu nem um pingo de medo. Pelo contrário, sentiu uma proximidade instintiva e uma vontade incontrolável de se aproximar dele.
Candy fez um biquinho, esforçou-se para olhar para cima com os olhos cheios de lágrimas e disse com sua vozinha de bebê injustiçada:
— Ti... Tio... hic, a Candy... a Candy quer ir ao banheiro, mas... mas se perdeu. Você pode me ajudar?
O homem baixou o olhar para ela. Ao ver que a menina chorava até ficar com o rostinho vermelho, uma dor profunda passou pelo fundo de seus olhos escuros e sombrios.
Após um longo silêncio.
Ele flexionou suas longas pernas e agachou-se lentamente, nivelando o olhar com o de Candy. Sua voz fria estava rouca, revelando um toque de ternura.
— Tudo bem, o tio vai te levar ao banheiro e depois te levar para encontrar sua mãe.
Ao ouvir isso, Candy rapidamente enxugou as lágrimas, sorriu em meio ao choro e disse com sua voz doce e infantil:
— Obrigada, tio! Você é muito bonzinho!
O homem manteve os cílios baixos e não respondeu. Hesitou por muito tempo antes de estender lentamente, com o braço trêmulo, sua mão larga e calejada em direção a Candy.
Ele parecia nervoso. O fundo de seus olhos profundos estava complexo e obscuro, e seus membros estavam um pouco rígidos.
O homem segurou a mãozinha quente e macia dela e logo chegaram em frente ao banheiro.
Candy olhou para ele com expectativa e disse com sua vozinha de bebê: — Tio, me espera um pouquinho, tá? A Candy volta rapidinho!
— ... Hm.
O homem assentiu levemente, observando-a correr com seus passinhos rápidos em direção ao banheiro.
Quando ela estava prestes a entrar.
O pomo de adão dele moveu-se lentamente. Olhando para as costas pequenas e cambaleantes da menina, ele não conseguiu mais se controlar. Seus olhos esquentaram e as bordas ficaram vermelhas.
Seus lábios tremeram e, de repente, ele a chamou com a voz rouca.
— Candy.
— Sua mãe, ela... não, você pode dizer ao tio quem é o seu pai?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Na Noite da Tempestade, Eu Escolhi Partir
Pessoal aqui da plataforma,agora que os capítulos são pagos eles tem que pelo estarem completo tem capítulos aqui que estão incompleto dificultando o entendimento da história por favor revisem para nós leitores não ficarmos sem a história completa 😕...