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Na Noite da Tempestade, Eu Escolhi Partir romance Capítulo 459

Cecília baixou o olhar para a caixa de presente elegantemente embalada nas mãos de Nathan. A expressão em seu rosto liso e refinado era obscura e indecifrável.

Ela sorriu e disse: — Nathan, obrigada pelo esforço de vir entregar presentes todo ano.

— Pode deixar isso aí por enquanto. Eu vejo depois, quando tiver tempo.

Na verdade, Cecília nunca abriu os presentes que Nathan trazia.

Nathan concordou e não insistiu. Algumas coisas eram tacitamente compreendidas por todos, não havia necessidade de serem ditas claramente.

Candy olhava curiosa para Nathan, piscando seus grandes olhos negros e redondos, e perguntou com sua voz infantil:

— Mamãe, quem é esse tio que manda presentes para você todo ano? Por que ele mesmo não vem entregar?

No momento em que a dúvida inocente de Candy foi dita, todos ao redor caíram em silêncio.

O que fazer?

Deveriam dizer a uma criança de três anos que a pessoa que enviava os presentes era, na verdade, o pai dela, e que ele não vinha porque...

Porque ele já havia falecido.

Isso seria cruel demais.

Cecília colocou Candy no chão e a consolou suavemente: — Não é ninguém específico, muita gente manda presentes para a mamãe todo ano.

— Candy, vai brincar com a vovó. A mamãe tem um assunto para falar com o Sr. Nathan.

Cecília empurrou levemente Candy, tentando desviar sua atenção.

Crianças perdem o interesse rápido, são curiosas com tudo e têm dificuldade de concentração.

Como esperado.

Com o assunto desviado, Candy logo jogou a dúvida de agora há pouco para o fundo da mente e correu alegremente na direção de Aurora Rocha, dizendo enquanto corria:

— Tá bom então, mamãe! Eu vou brincar com a vovó, viu?

Cecília riu da vozinha de bebê dela.

Candy superestimou sua capacidade de navegação.

Quase assim que saiu e deu algumas voltas, ela se perdeu.

Candy ficou parada, desamparada, no corredor vazio. A paisagem ao redor parecia toda igual, ela não conseguia distinguir, e também não achava o banheiro. Seu beicinho tremeu e, de repente, ela teve vontade de chorar.

Candy ficou ali sozinha, se sentindo indefesa. Ela levou a mão aos olhos para enxugar as lágrimas e começou a chorar com os olhos vermelhos e assustados.

— Buááá... Mamãe, mamãe, onde você está? Mamãe...

— Buá... Mamãe, mamãe... Papai...

Candy chorava cada vez mais triste. Por fim, ergueu a cabecinha para o teto alto e, instintivamente, quis chamar pelo pai.

Ela não tinha pai.

Mas não sabia por que, sempre que encontrava dificuldades e queria chorar chamando pelo pai, parecia ser um instinto gravado em seus ossos desde o nascimento.

Candy enxugava as lágrimas, chorando de cortar o coração: — Buááá, mamãe, papai...

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