Com tão poucos pedaços de tecido, será que dava mesmo para vestir?
Samara caminhou furiosa até a porta. “Ernesto!”
“O que houve, Sra. Vieira?” Bruna aguardava à porta e perguntou: “O Sr. Siqueira está trabalhando no escritório, se precisar de algo, é só me chamar.”
Samara, contendo a vergonha, murmurou entre dentes: “Diga a ele que com essa roupa eu não posso sair!”
Bruna foi ao escritório e, depois de um tempo, retornou com expressão de constrangimento: “Sra. Vieira, o Sr. Siqueira disse que, se a senhora não quiser vestir, pode sair sem nada mesmo.”
“……”
Samara fechou a porta com irritação.
Encostada na parede do banheiro, sentiu que realmente havia caído numa armadilha.
Reprimindo a vergonha, vestiu lentamente aquela roupa rendada.
Aquilo era praticamente um sutiã transparente, com tule preto leve dos lados, ocultando sua cintura fina sob o tecido, sensual ao ponto de ser impossível desviar o olhar.
No espelho, seu rosto estava sem maquiagem, com uma delicadeza natural, como uma flor de lótus recém-saída da água, transmitindo uma inocência encantadora.
Com aquela roupa provocante, o contraste ficou... marcante, de impacto intenso.
Samara então enrolou o roupão cuidadosamente em volta do corpo antes de sair do banheiro.
Porém, ao passar pela porta do escritório de Ernesto, esta se abriu de repente.
Ele, alto e imponente, postou-se à porta. Seu olhar negro pousou sobre ela, os lábios se curvaram num sorriso de interesse.
Ser fitada de modo tão direto e intenso fazia Samara se sentir como se não estivesse vestindo nada.
Samara sequer tentou disfarçar o desagrado; virou-se para ir embora. Ele a segurou pela cintura por trás, os dedos deslizando por dentro do roupão: “Deixa eu ver, por que não pode sair assim? Está vestida muito bem.”
A mão dele demorou-se sob o roupão por um momento, e a respiração dela já começou a pesar, as pernas ficaram trêmulas: “Ainda estou doente... Seu animal!”
Ele mordeu o lóbulo da orelha dela e murmurou palavras indecentes, deixando Samara sem forças.
Depois, pressionou-a contra a porta do escritório, beijando-a com intensidade e desejo.
Só então ajeitou suavemente o roupão nela, beijou-lhe de leve os lábios: “Vá tomar o remédio. Pedi pra Bruna trazer uma tigela de canjica de milho que você adora.”
“Acabei de comer uma bandeja cheia de maçãs. Vai me engordar, é?”
Ele sorriu e apertou-lhe o rosto: “Tem que engordar um pouco, senão vão achar que estou te maltratando.”
Samara afastou a mão dele, revirando os olhos com impaciência, e entrou no quarto.

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