No segundo andar.
Givaldo e Elio, que estavam ajudando nos bastidores, ouviram o som do violino terminar e logo saíram para ver o que estava acontecendo.
Givaldo foi caminhando e dizendo: “Não esperava que Arnaldo fosse tão romântico assim, já sabe até tocar violino para conquistar uma moça. Agora estou especialmente curioso, curioso a ponto de não aguentar de ansiedade! Queria saber que tipo de deusa é essa mulher que conseguiu deixar o Arnaldo fascinado por tanto tempo.”
Elio, com as mãos nos bolsos, o acompanhou: “Para falar a verdade, eu também estou bem curioso.”
Quando chegaram ao corredor, Givaldo parou ao lado do corrimão e olhou para baixo.
Ao ver quem estava de frente para Arnaldo, seu sorriso travou imediatamente, e a boca se abriu tanto que quase caberia um ovo inteiro.
Ficou paralisado por vários segundos até conseguir reagir.
“Não acredito! Não acredito, não acredito!”
Depois de repetir várias vezes “não acredito”, ele lançou um olhar de total incredulidade para Elio.
“Será que estou tendo uma alucinação? Como pode a deusa que o Arnaldo tanto sonha ser justamente a ex-esposa do Sr. Lourenço? Isso só pode ser um sonho, né? Só pode! Tenho certeza de que estou sonhando, me belisca, por favor, para eu acordar desse pesadelo tão absurdo.”
Elio, por sua vez, manteve-se mais calmo que Givaldo, deixando a surpresa apenas transparecer no olhar.
“Você não viu errado, a deusa que o Arnaldo quer conquistar é mesmo a ex-esposa do Sr. Lourenço.”
Givaldo arregalou os olhos de repente: “Não... não é sonho? É tudo verdade?”
Elio balançou a cabeça e deu um beliscão forte no braço dele.
“Ai!”
Givaldo sentiu tanta dor que até pulou, fazendo careta: “Pegou pesado demais, você ainda é meu amigo?”
Elio ajeitou os óculos com tranquilidade: “Agora você acordou, não está sonhando.”
Ouvindo isso, Givaldo ficou paralisado no lugar.
Primeiro, olhou para Arnaldo e Lavínia lá embaixo, depois para Elio, e, por fim, lembrou-se de alguém fundamental — Roberto!
Roberto, Arnaldo e eles eram amigos de longa data, mais de dez anos.
“Acabou... estamos perdidos!”
Elio lançou-lhe um olhar de esguelha, virou-se e correu rapidamente em direção ao térreo.
Givaldo voltou a si e logo correu atrás dele.
“Ei, para onde você vai? Espera por mim!”
Elio nem olhou para trás: “Vou ajudar o Arnaldo a controlar a situação, claro. Se o Sr. Lourenço perder o controle, será que o Arnaldo consegue segurar sozinho?”
Givaldo entendeu: “Vamos juntos.”
Enquanto isso, lá embaixo, Arnaldo já se aproximara de Lavínia com um buquê de rosas, abriu a caixinha do anel e ajoelhou-se em um dos joelhos, olhando para Lavínia com um olhar cheio de amor sincero.
“Lavínia, na verdade, eu sempre gostei de você. Antes, eu era muito covarde para me declarar, mas agora finalmente criei coragem para expressar todo o meu amor e carinho.”
Enquanto falava, ele estendeu o anel na direção de Lavínia.
“Lavínia, eu te amo. Você aceita passar o resto da vida comigo?”

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