Roberto franziu o cenho e retirou o olhar com indiferença. “Sua imaginação é realmente fértil.”
Givaldo revirou os olhos em silêncio, resmungando consigo mesmo: homem de palavras e coração diferentes.
Roberto permaneceu parado por alguns segundos, depois caminhou até o lado do rapaz de cabelo descolorido, sua voz carregando frieza.
“Você acabou de dizer que queria brincar com quem?”
Percebendo que Roberto não era alguém fácil de lidar, o rapaz empalideceu e tentou se justificar, tremendo.
“Eu... eu só... só estava brincando.”
O olhar gélido de Roberto passou pelo rapaz. “Seguranças.”
Dois seguranças vestidos de preto saíram das sombras.
“Aquele copo de bebida na mesa, façam-no beber tudo.”
Os dois seguranças se aproximaram, seguraram o queixo do rapaz e despejaram o conteúdo do copo goela abaixo.
Os companheiros do rapaz, sentados no camarote, ficaram imóveis e não ousaram respirar alto.
Roberto olhou para eles com indiferença por alguns instantes e saiu do local.
“Bem feito! Por que foi mexer logo com esse cara perigoso?” Givaldo resmungou algumas palavras e apressou o passo para acompanhar Roberto.
“Esperem por mim!” Elio, após alcançá-los, olhou para Lavínia, que acabara de entrar no carro, e franziu a testa pensativo.
Roberto, conhecido por sua percepção aguçada e olhar perspicaz, dessa vez parecia ter se enganado.
No dia seguinte.
Após o café da manhã, Norberto olhou para Lavínia e perguntou: “Lavínia, o que você pretende fazer agora? Quer administrar a empresa ou prefere aproveitar mais um tempo de lazer?”
Relembrando o passado, percebeu que, desde pequena, seus pais sempre faziam de tudo para lhe dar o que queria.
Ela se lembrava de uma vez, na escola primária, quando a professora falou sobre pirâmides e o deserto do Saara. Ao perguntar aos pais como era, eles imediatamente a levaram de avião particular para conhecer o local.
“Aliás, quase me esqueci. Lavínia já voltou há tanto tempo e ainda não transferimos dinheiro para você.” Andressa pegou o celular. “Vou transferir cem milhões como mesada. Se não for suficiente, me avise.”
“Não... precisa de tanto.” O saldo em sua conta já era suficiente.
Andressa, porém, não aceitava recusa. “Filha, é importante se cuidar. Pegue o dinheiro e compre o que quiser. Somos família, não precisa cerimônia.”
Norberto completou: “Sua mãe está certa. O pai também vai transferir cem milhões. Coma bem, aproveite, não economize demais.”
Lavínia aceitou, resignada. “Obrigada, pai. Obrigada, mãe.”
No dia seguinte, Lavínia chegou na porta da Luz de Diamante do Grupo Laví dirigindo seu Maserati vermelho.

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