Enquanto conversavam, a voz clara e vibrante de Lavínia ecoou pelo microfone.
Ela se apresentou com uma postura extremamente elegante, articulando as palavras de forma precisa e fluente.
Durante todo o processo, não houve qualquer hesitação; o tom variado e envolvente de sua voz fez com que todos fossem naturalmente cativados.
Até mesmo aqueles que, antes, estavam distraídos no auditório, ao ouvirem o discurso de Lavínia, rapidamente se compuseram e passaram a escutá-la com atenção.
Ao término do discurso, uma salva de palmas ensurdecedora preencheu o ambiente instantaneamente.
As palavras de elogio se seguiram, uma após a outra.
“Sr. Cruz conseguiu fazer um discurso tão brilhante sem sequer consultar um papel, é evidente que sua capacidade é realmente extraordinária.”
“Isso mostra que ela se preparou com muita seriedade para esta conferência de negócios, demonstrando grande respeito por todos.”
“Uma pessoa tão dedicada como a Sr. Cruz é alguém com quem vale a pena colaborar. Assim que ela descer do palco, quero entregar meu cartão de visitas a ela.”
“Eu também quero, eu também…”
Dizendo isso, quando Lavínia desceu do palco, recebeu cartões de visitas de muitos diretores de empresas.
Uma pilha considerável se acumulou em suas mãos, e o número de interessados em colaborar não parava de crescer.
Lavínia agradeceu um a um: “Agradeço a todos pelo reconhecimento. Continuarei me empenhando ainda mais.”
Após receber os cartões, Lavínia permaneceu no local conversando por mais alguns minutos com os executivos, e, percebendo que era o momento oportuno, desculpou-se dizendo que precisava ir ao banheiro e aproveitou para retornar à sala de descanso.
Eliana, com os olhos ainda vermelhos e inchados de tanto chorar, levantou-se imediatamente do sofá ao vê-la entrar.
“Sr. Cruz.”
Lavínia, ainda que instintivamente não acreditasse que Eliana faria isso, virou-se para ela e perguntou:
“Foi isso que aconteceu?”
Com os olhos marejados, Eliana quase voltou a chorar, esforçando-se para conter a emoção que apertava seu peito, respondeu com voz embargada: “Sr. Cruz, eu… eu não perdi, lembro perfeitamente, deixei o discurso bem em cima da mesa o tempo todo.”
Lavínia semicerrrou os olhos, refletiu por um instante e então questionou: “Durante esse tempo, você ficou na sala de descanso o tempo todo? Saiu em algum momento?”
“Eu…” Eliana esforçou-se para se lembrar, até que algo lhe veio à mente. Seu olhar fixou-se em Selina, que estava ao fundo do grupo. “No meio do tempo, Selina me chamou para sair um instante. Foi só nesse período que, ao voltar, o discurso já não estava mais lá.”
O olhar de Lavínia tornou-se mais severo, dirigindo-se diretamente a Selina com intensidade.
“Selina, por que você chamou Eliana para sair?”

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