Sala de descanso nos bastidores.
Lavínia recostou-se preguiçosamente no sofá, folheando o discurso de maneira displicente enquanto anotava os pontos mais relevantes.
“Senhor Cruz, então era aqui que o senhor estava. Nosso presidente gostaria de confirmar alguns detalhes do discurso com o senhor. Poderia me acompanhar, por favor?”
“Claro.”
Lavínia levantou-se do sofá e, sem muita cerimônia, jogou o discurso para Eliana. “Cuide bem do discurso. Não deixe perder.”
Eliana pegou o discurso e segurou-o firmemente nas mãos.
“Entendido, senhor Cruz.”
Pouco tempo depois que Lavínia saiu, Selina entrou na sala de descanso.
“O senhor Cruz está por aqui?”
Eliana respondeu: “O senhor Cruz foi confirmar os detalhes do discurso. Selina veio procurar o senhor Cruz por algum motivo?”
“Na verdade, não é nada demais. O pessoal quer tirar algumas coisas do depósito, mas está faltando gente. Pediram para eu chamar alguém pra ajudar. Já que você está aqui, venha comigo dar uma força.”
Ajudar não era nenhum grande problema, mas Eliana, ao lembrar-se do pedido de Lavínia antes de sair, ficou hesitante.
“Mas... o senhor Cruz pediu para eu cuidar do discurso enquanto ela está fora.”
“É só deixar o discurso aqui. Quem iria pegar? O pessoal está esperando lá. Vamos logo ajudar, pare de enrolar.”
“Então... então está bem.” Eliana, sem alternativa, colocou o discurso sobre a mesa e foi com Selina ajudar.
Assim que chegaram, Selina observou Eliana entrando no depósito para ajudar com as caixas e esboçou um sorriso de satisfação.
Em seguida, ela se afastou do local. Ao retornar, encontrou o senhor Braga no corredor.
O senhor Braga olhou ao redor, certificando-se de que não havia ninguém, e imediatamente puxou Selina para dentro de uma cabine.
“Está tudo resolvido?”
Selina ergueu o queixo com confiança. “Claro, quando eu mesma faço, não tem nada que eu não consiga.”
Os lábios grossos do senhor Braga pousaram diretamente no rosto de Selina. “Minha querida, você é fantástica.”
Selina fez um gesto com a mão. “Pode ir.”
Assim que Eliana se aproximou da porta da sala de descanso, viu Lavínia vindo pelo corredor e rapidamente a chamou: “Senhor Cruz!”
“Sim.” Lavínia respondeu com indiferença e estendeu a mão para Eliana.
“O discurso começará em breve. Vá pegar o discurso para mim.”
“Certo.” Eliana correu para dentro da sala de descanso para pegar o discurso.
No entanto, o discurso, que ela havia deixado sobre a mesa, sumira.
O rosto de Eliana mudou instantaneamente. Ela procurou em cima e embaixo da mesa, mas o discurso não estava em lugar algum.
Ao ver que Eliana demorava a sair, Lavínia entrou na sala de descanso.
Observando Eliana procurando aflita pela sala, Lavínia franziu o cenho.
“O que houve? Onde está o discurso?”

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