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Minha Ex-esposa? A Gênio Versátil? romance Capítulo 46

Apesar de tudo, Roberto não se afastou, permaneceu parado no mesmo lugar, observando Lavínia em silêncio.

Ele esperava. Esperava que Lavínia sentisse tanta dor a ponto de não aguentar mais e, então, o implorasse para levá-la ao hospital.

No entanto, por muito tempo, Lavínia permaneceu encostada no batente da porta, mordendo os lábios com força, quase desmaiando de tanta dor em algumas ocasiões, mas continuou teimosa, sem pedir ajuda a ele.

“Você—”

Roberto franziu a testa com força. Quando estava prestes a dar um passo em direção a Lavínia, ouviu a voz de Eliana ao seu lado.

“Sr. Cruz, o senhor está bem? Está se sentindo mal?”

Ao ouvir a voz de Eliana, o corpo de Lavínia, que sustentava-se com dificuldade, finalmente relaxou.

“Por favor... me leve ao hospital.”

Eliana correu imediatamente para o lado de Lavínia, apoiando seu corpo instável.

“Sr. Cruz, aguente firme, vou levá-la ao hospital agora.”

Lavínia permitiu-se apoiar-se em Eliana, sentindo-se aliviada. “Obrigada.”

Eliana ajudou Lavínia a entrar no elevador.

Roberto permaneceu parado, observando Lavínia confiar-se ao cuidado de Eliana, e, naquele instante, uma sensação inexplicável tomou conta de seu coração.

Mesmo com tanta dor, ela preferia esperar que outra pessoa a levasse ao hospital a pedir ajuda a ele? Será que ela realmente o detestava tanto assim?

Antes, ela não o amava a ponto de fazer qualquer coisa por ele? Como, após o divórcio, ela podia agir dessa forma?

Será que tudo aquilo que ela demonstrou antes era apenas fingimento?

Vítor, percebendo a expressão fechada de Roberto, perguntou cautelosamente: “Sr. Lourenço, devemos acompanhá-las para ver como estão?”

“Não—” Roberto começou a recusar, mas, de repente, a imagem do rosto pálido de Lavínia lhe veio à mente e, instintivamente, ele mudou de ideia. “Deixe pra lá, vamos sim.”

“Sua menina, já passou do horário de sair do trabalho e você ainda não voltou pra casa pra cozinhar pra gente? Quer que morramos de fome?”

Eliana não queria que Lavínia ouvisse aquelas palavras desagradáveis, então rapidamente tampou o microfone do telefone e respondeu em voz baixa: “Mãe, minha chefe está doente, estou no hospital acompanhando ela, vocês não podem pedir um delivery dessa vez?”

“Você ganha tão pouco por mês, delivery é caro demais! Não temos dinheiro pra esse tipo de luxo! Ainda vem me dizer que tem que ficar com sua chefe porque ela está doente? Agora sua chefe é mais importante que a família? Então nem precisa voltar, pode deixar que eu, seu pai e seu irmão morremos de fome mesmo!”

Eliana sentiu-se injustiçada, com os olhos marejados.

“Mãe, uma refeição por delivery não custa tão caro assim, por que a senhora precisa agir desse jeito?”

“Olha só, agora que está trabalhando, acha que pode me enfrentar? Eu me esforcei tanto pra te criar, agora nem pode voltar pra casa pra fazer uma comida pra sua mãe...” A mulher começou a chorar alto, fazendo drama.

“Tá bom, vou voltar pra casa o mais rápido possível pra fazer a comida de vocês.” Eliana não quis escutar mais, desligou o telefone e, ao levantar o olhar, encontrou o olhar de Lavínia.

“Sr. Cruz...”

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