Roberto não se comoveu com a explicação de Lívia. Ele estreitou seus olhos escuros como tinta e perguntou novamente: “Você diz que me salvou, então onde está meu pingente de jade?”
“Pingente de jade? Que pingente de jade?” Lívia ficou um pouco confusa.
Ela se lembrava que, quando trouxe Roberto de volta, não viu nenhum pingente de jade.
Será que Roberto estava perguntando de propósito para testá-la?
“Naquela época, depois que fui resgatado da água, ainda tinha um pouco de consciência. Para facilitar a busca pela minha salvadora mais tarde, eu dei a ela o pingente de jade que sempre usava.” Enquanto Roberto falava, ele se aproximava cada vez mais de Lívia. “Você diz que me salvou, mas agora nem sabe da existência desse pingente. Será que você esteve me enganando todo esse tempo? Na verdade, você não é minha salvadora?”
Lívia, pressionada por Roberto, engoliu em seco nervosamente, e suas mãos começaram a suar frio.
Mas ela sabia que, em momentos como este, era crucial manter a calma e não deixar Roberto perceber nada.
Caso contrário, seu destino seria muito pior do que agora.
Pensando nisso, Lívia fingiu relaxamento e uma expressão de quem acabara de entender.
“Ah… você está falando daquele pingente de jade! Lembrei-me agora. Se você não tivesse mencionado, eu quase teria esquecido. Aquele pingente, desde que você me deu, está guardado no cofre da minha casa. Tenho medo de danificá-lo ou perdê-lo, então nunca o tirei de lá. O que foi? Por que de repente perguntou sobre ele?”
Seu tom era natural, sua expressão serena, como se não houvesse falhas a serem apontadas.
No entanto, Roberto não acreditou muito no que ela disse; ele confiava mais em seu próprio julgamento.
As ações recentes de Lívia eram muito decepcionantes e não mais dignas de sua confiança.

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