“Não foi nada.” Lívia disse, enquanto de repente surgia em sua mente uma ideia ousada. Em seguida, virou-se para a amiga e falou: “Acabei de lembrar que apareceu um imprevisto para eu resolver. Pode voltar para casa, vamos marcar outro dia.”
A amiga não questionou, apenas assentiu em concordância.
“Tudo bem, então.”
Depois de ver a amiga partir, Lívia tirou um chapéu da bolsa e colocou-o discretamente. Entrou silenciosamente no restaurante, escolheu um lugar e sentou-se, observando os movimentos de Lavínia e Myron Neves.
Do outro lado, Lavínia e Myron já estavam quase terminando a refeição.
Por algum motivo, Lavínia se levantou da cadeira.
“Puxa vida, veja só minha cabeça! Quase me esqueço. Antes de vir, eu trouxe especialmente uma garrafa de vinho de 1982 para o Sr. Neves, mas deixei no carro. Agora mesmo vou buscá-la.”
Myron fez um gesto despreocupado com a mão. “Se esqueceu, esqueceu. Não tem problema, pode trazer da próxima vez. Não precisa se incomodar.”
“Não, não, presente para um senhor não se pode levar de volta e entregar só da próxima vez. Isso seria muito descortês.” Enquanto falava, Lavínia já caminhava para fora. “Vou buscar, Sr. Neves. Espere um minutinho, volto já.”
Vendo que ela insistia em buscar o vinho, Myron não tentou mais impedir, apenas sorriu, resignado.
“Vá lá, vá.”
“Está bem.” Lavínia respondeu e saiu do restaurante.
Sentada em um canto, Lívia pensou que Lavínia já havia ido embora após a conversa. Aproveitou a oportunidade, levantou-se e sentou-se em frente a Myron.


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