Três dias passaram num piscar de olhos.
Eliana compareceu ao Casa de Fado conforme combinado e aguardou ansiosa dentro do camarote, esticando o pescoço de tempos em tempos para olhar para fora.
Porém, esperou de um lado e de outro, e não viu sinal de Lavínia nem de Franklin chegando.
Quis ligar para Lavínia para perguntar onde elas estavam, mas temeu que a outra achasse que lhe faltava paciência, então preferiu desistir.
Enquanto Eliana aguardava cada vez mais inquieta, finalmente ouviu algum movimento fora do camarote.
Ela olhou esperançosa na direção da porta.
Ouviu-se um “crec” e a porta do camarote foi aberta, com Lavínia entrando.
Ao ver Lavínia, Eliana pensou que Franklin estaria logo atrás dela.
Ficou tão nervosa que as palmas das mãos suaram, enquanto preparava mentalmente o que diria para cumprimentar Franklin.
No entanto, por mais que aguardasse, não viu ninguém aparecer atrás de Lavínia.
Diante disso, Eliana não pôde deixar de perguntar: “Senhora Cruz, a senhora não disse que traria Franklin para me conhecer? Por que ela não veio? Será que ela não quer mesmo me encontrar?”
Enquanto falava, ao lembrar-se de sua insignificância, Eliana exibiu um sorriso autodepreciativo.
“Faz sentido mesmo, quem é Franklin? Como poderia querer vir conhecer alguém tão irrelevante como eu? Fui ingênua demais, sempre esperando por esse encontro.”
Falando consigo mesma, ainda se lembrou de consolar Lavínia em voz alta.
“Senhora Cruz, eu sei que a senhora tem se esforçado muito para me ajudar; mesmo que Franklin não queira me encontrar, não tem problema, eu entendo.”
Após ouvir suas palavras, Lavínia não conteve um sorriso irônico, aproximou-se e tocou levemente a testa dela com os dedos. “O que será que se passa nessa sua cabecinha, hein? Vive sempre imaginando coisas?”

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