“Assuntos de família?” Lavínia soltou um riso frio pelo nariz e, com passos lentos e deliberados, aproximou-se de Pérola.
“Não se esqueça de que vocês assinaram um contrato comigo na época. Esse contrato ainda está trancado no meu cofre. Se você insistir em levar a Eliana, vai ter que pagar a indenização. Só depois do pagamento poderão levá-la. Caso contrário, terei que enviar meu advogado para conversar com vocês.”
Ao ouvir isso, Pérola ficou visivelmente assustada, sem saber o que fazer. Ela virou-se para Joaquim, buscando uma solução.
“Querido.”
Joaquim, com o rosto fechado de raiva contida, caminhou até o lado de Pérola e disse, com tom firme e irritado: “Solte-a, vamos embora!”
Aquela quantia era impossível para eles pagarem.
Além disso, Lavínia ainda tinha o contrato em mãos. Se realmente fossem para a justiça, eles certamente perderiam.
Por isso, não podiam mais permanecer ali. Precisavam voltar para casa e pensar em uma saída.
Pérola percebeu isso, e, embora contrariada, soltou o pulso de Eliana.
“Entendi, vamos.”
Antes de sair, ela não se esqueceu de lançar um olhar feroz para Eliana.
“Espere só.”
Lavínia retribuiu o olhar e respondeu: “Se falar mais uma palavra, espere para receber a notificação do advogado!”
Ao ouvir isso, Pérola encolheu o pescoço de medo, não ousou retrucar e, virando-se, saiu apressada junto com Joaquim.
Após desviar o olhar deles, Lavínia voltou-se para Eliana e perguntou, preocupada: “Você está bem? Não aconteceu nada?”


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