No momento em que Roberto teve esse pensamento, na mesma hora, a porta do quarto de Lavínia, que estava fechada, finalmente se abriu diante dele.
Assim que seus olhares se cruzaram, Lavínia sentiu imediatamente o forte cheiro de álcool vindo dele.
Com um gesto de desagrado, franziu as sobrancelhas e cobriu suavemente o nariz, dizendo: “Quantas cervejas você bebeu, afinal? Se você está bêbado e fora de si, volte para casa dormir. Pare de fazer escândalo na porta da minha casa.”
Ao perceber o gesto de Lavínia, Roberto ajeitou discretamente as sobrancelhas longas e virou um pouco a cabeça, tentando sentir o cheiro em si mesmo.
Parecia que o cheiro de álcool não estava tão forte assim. Será que Lavínia precisava demonstrar tanto desprezo por ele?
Vendo que Roberto não dizia nada, Lavínia perdeu a paciência.
“Você me chamou aqui fora dizendo que queria conversar comigo. Vai falar ou não? Se não for falar, eu vou entrar.”
Quando percebeu que Lavínia estava prestes a entrar, Roberto finalmente voltou a si e, apressado, estendeu a mão para segurar o pulso dela.
“Espere.”
As sobrancelhas de Lavínia se franziram ainda mais enquanto ela se virava e, com força, soltou a mão dele.
Depois de se livrar, ela passou a mão no pulso, que doía por ter sido apertado, e deu dois passos para trás, mantendo distância dele.
“O que você quer dizer afinal? Diga logo, não se aproxime de mim e não me toque. Caso contrário, nem precisa falar mais nada.”
Inicialmente, Lavínia pensou que poderia aguentar aquela situação, mas se Roberto continuasse insistindo daquele jeito, ela simplesmente deixaria de morar ali e procuraria outro lugar para ficar.
Roberto olhou para o rosto de Lavínia, que estava visivelmente irritada, e respirou fundo, dando um pequeno passo para trás de forma voluntária.
“Vamos nos acalmar primeiro. Quando estivermos mais tranquilos, conversamos, pode ser?”


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