Elio lançou um olhar de lado para Givaldo, sem esconder sua falta de paciência, depois olhou na direção onde Roberto estava e comentou, sem entusiasmo:
“Ele? Sofrer por causa de sentimentos? Você acha mesmo que isso é possível?”
Givaldo, considerando que era amigo de Roberto há tantos anos e nunca tinha visto algo assim acontecer, balançou a cabeça negativamente.
“Realmente, não parece possível...”
No entanto, Roberto naquele momento parecia decidido a se embriagar a qualquer custo, o que era totalmente fora do normal.
“Então, o que está acontecendo com ele?”
Givaldo passou a mão pelo queixo, analisando a situação cuidadosamente.
“Se não é problema emocional, será que aconteceu algo nos negócios? Mas não ouvi falar de nenhum problema recente com o Grupo Lourenço...”
Quanto mais pensava, mais sentia dor de cabeça. Sem conseguir encontrar uma resposta, resolveu perguntar diretamente a Roberto.
“Sr. Lourenço! Pare de beber e nos diga logo o que está acontecendo!”
Roberto colocou a garrafa na mesa com delicadeza, levantou as pálpebras e olhou para ele.
“Não é nada, só estou um pouco indisposto.”
Givaldo franziu a testa. “Mesmo que esteja indisposto, sempre há um motivo. Conte pra gente, por que você está assim?”
Ao ouvir essa pergunta, a cena de Lavínia entrando no hotel com Pedro surgiu imediatamente na mente de Roberto.
Sentiu o peito ainda mais apertado e, incomodado, balançou a cabeça antes de pegar o copo e beber de uma vez só.
“Não é nada, apenas uma coisinha sem importância.”
Uma coisinha? Que faz você beber desse jeito?
Givaldo achou difícil de acreditar, mas não sabia o que dizer naquele momento. Virou-se para Elio e sinalizou com os olhos, pedindo para ele tentar perguntar.

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