Lavínia percebeu que Décio aparentemente havia adivinhado alguma coisa, e um brilho astuto passou por seus olhos. Em seguida, ela fez um gesto com o dedo, chamando-o para se aproximar.
“Quer saber? Venha aqui, se você vier eu te conto.”
Décio observou a expressão vivaz de Lavínia e um leve fascínio surgiu em seu olhar.
Perdera parte da capacidade de raciocinar e, instintivamente, seguiu as orientações de Lavínia, caminhando na direção dela.
“Diga-me, quem é?”
Lavínia avaliou a distância entre os dois e novamente fez um gesto com o dedo, chamando-o para mais perto.
“Chegue um pouco mais, só posso contar para uma pessoa.”
Décio suspeitava que Lavínia estivesse com alguma intenção oculta, mas ao pensar que, de qualquer forma, poderia se aproximar de uma bela mulher e talvez até tirar alguma vantagem, não viu motivo para recusar. Quanto às artimanhas dela, pensou consigo mesmo: ela só conseguiria algo se realmente tivesse capacidade para isso.
Com esses pensamentos, seu corpo continuou a se aproximar de Lavínia.
“Certo, quero ver qual é o seu plano.”
Quando Décio finalmente se aproximou, Lavínia, avaliando que a distância já era suficiente, deixou seu sorriso ainda mais evidente.
Décio, ao ver o sorriso radiante no rosto dela, sentiu-se ainda mais fascinado e moveu os lábios, prestes a dizer algo.
De repente, Lavínia avançou, segurou-o pelos ombros e, em um movimento ágil, aplicou um ippon, jogando-o violentamente ao chão.
Quando seu corpo bateu no chão, Décio ficou totalmente atônito, encarando Lavínia sem conseguir esboçar qualquer reação.
Lívia, observando a cena, não esperava que Décio fosse tão inútil.

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