Essa voz...
Lavínia voltou-se para a direção do som e viu Bruna parada na porta, com as mãos na cintura. Franziu a testa, intrigada.
Aquele não era o centro de treinamento de Pedro? O que Bruna estava fazendo ali?
Ao pensar nisso, Lavínia se lembrou de que, antes de vir ao centro com Pedro, um grupo de fãs, que parecia ter descoberto onde ele estaria, apareceu para cercá-lo.
Provavelmente Bruna também tinha recebido a informação e por isso estava ali.
Mas aqueles fãs não tinham sido todos removidos? Como Bruna conseguiu entrar? E ainda por cima, como conseguiu chegar até ali dentro?
Com essas dúvidas na cabeça, Lavínia só encontrou explicação quando viu Lívia entrando com um homem usando o uniforme do centro de treinamento.
Então era porque havia conhecidos ali? Não era de se estranhar Bruna ter conseguido entrar.
No entanto, Lavínia achou inadmissível que o treinador do centro trouxesse pessoas de fora sem permissão. Considerou aquilo uma grande falta de responsabilidade.
Lavínia lançou um olhar ao treinador, memorizando seu rosto, decidida a comentar o ocorrido mais tarde com Pedro.
Bruna ficou parada ali por um tempo e, percebendo que Lavínia a ignorava, ficou furiosa e avançou para perto dela, gritando com voz rouca:
“Lavínia, você ficou surda ou o quê? Não ouviu eu falar com você?”
Lavínia ergueu as pálpebras com indiferença e a olhou friamente.
“É mesmo? Você estava falando? Me desculpe, não ouvi nada. Achei que fosse algum cachorro latindo no meu ouvido.”
“Você... sua ordinária! Está me chamando de cachorro? E sei muito bem que você veio aqui para seduzir meu irmão! Sem vergonha, some daqui, vai embora!” Bruna rangeu os dentes e levantou a mão para tentar dar um tapa no rosto de Lavínia.


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