O rosto de Lívia ficou pálido por um instante. Ela apertou os punhos, não teve coragem de responder à pergunta de Roberto e saiu apressada, quase correndo.
Ao ver isso, Roberto semicerrrou os olhos estreitos, e em seu olhar surgiu um frio sutil, quase imperceptível.
Aparentemente, ele tinha sido tolerante demais com Lívia ultimamente, o que fez com que ela ultrapassasse os limites repetidas vezes.
Daquele momento em diante, ele jamais faria qualquer concessão a Lívia novamente.
Vítor observou a cena com expressão confusa e, em seguida, olhou para Roberto, perguntando: “Sr. Lourenço, o que aconteceu aqui? O senhor discutiu com a Sra. Amorim?”
Ao ouvir isso, Roberto levantou o olhar e lançou-lhe um olhar de soslaio, com indiferença.
“Isto não te diz respeito, fique quieto.”
“Está bem, Sr. Lourenço...” Vítor assentiu levemente, deixou as roupas, e saiu rapidamente do compartimento.
Roberto trocou de roupa, lavou o rosto e, em seguida, recuperou aquela postura fria e distante de sempre.
Ao abrir a porta, disse de maneira desapegada para Vítor, que o aguardava no corredor: “Venha, vamos voltar para a empresa.”
“Sim, Sr. Lourenço.” Vítor respondeu e apressou o passo atrás de Roberto.
Em outro lugar, na família Cruz.
Lavínia, que raramente descansava, lembrou-se de que Pedro havia mencionado o desejo de aprender artes marciais. Após tomar o café da manhã, foi até o quarto de Pedro para procurá-lo.
“Pedro, você não disse antes que ia me ensinar artes marciais? Suas palavras ainda valem?”
Deitado na cama, Pedro Cruz ficou surpreso ao ouvir aquilo.


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