Ao ouvir essas palavras, Eliana puxou os cantos da boca, exibindo um sorriso amargo.
“Quero sim, sonho com isso até dormindo.”
Mas uma família como aquela era um câncer, e não era por querer sair que conseguia se livrar dela.
“Basta você alcançar uma posição inalcançável para eles, e naturalmente não poderão mais te afetar. Claro, para isso você precisa se esforçar muito e ser determinada.”
Na verdade, Lavínia poderia facilmente ajudar Eliana a conseguir isso, mas precisava ver o quanto ela estava decidida, caso contrário não se arriscaria a oferecer ajuda precipitadamente.
Eliana assentiu com força, apertando os punhos, e disse: “Sr. Cruz, vou me esforçar em dobro e procurar cumprir tudo o que o senhor disse.”
Lavínia deu mais um tapinha em seu ombro. “Força, comece a agir.”
Depois de voltar para a empresa, Lavínia permaneceu ocupada expandindo novas parcerias, tão atarefada que mal tinha tempo para comer.
Apesar do cansaço, sentiu que aqueles dias eram cheios e satisfatórios.
Além disso, encontrou bastante prazer no trabalho e não sentiu cansaço algum.
Num piscar de olhos, chegou o dia marcado com Noriel.
Naquele dia, saiu mais cedo do trabalho para se preparar.
Ao vê-la escolhendo um vestido no quarto, Andressa perguntou: “Lavínia, você vai a um jantar esta noite?”
Enquanto escolhia o vestido, Lavínia respondeu: “Vou sim, mãe. Por quê?”

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