Alessandra inicialmente não quis sair, segurando a mão de Lavínia com relutância.
No entanto, o cansaço que sentiu em seu corpo a lembrou de que precisava descansar.
“Vou descansar um pouco primeiro. Você também deveria descansar. Mais tarde, na hora do jantar, pedirei para uma das funcionárias vir chamar você.”
Após dizer isso, Alessandra lançou vários olhares saudosos para Lavínia antes de deixar o quarto de hóspedes.
“Está bem.” Lavínia observou as costas de Alessandra enquanto ela saía, soltando um suspiro de alívio logo em seguida.
O quarto de hóspedes era um espaço de liberdade; ali, podia fazer o que quisesse.
Além disso, considerando a relação dela com Roberto, se precisasse dividir o mesmo quarto, sentia que acabaria sendo levada à exaustão pela raiva causada por aquele homem insuportável.
Embora não tivesse medo dele, questionava-se por que deveria se submeter àquele tipo de sofrimento sem necessidade.
Lavínia arrumou rapidamente os lençóis e, quando estava prestes a deitar-se para descansar, alguém bateu à porta do quarto.
“Entre.”
Assim que suas palavras foram pronunciadas, uma funcionária adentrou o quarto.
Todavia, a postura da funcionária diante de Lavínia era altiva e extremamente arrogante.
“Olha só, quem diria, a nossa ex-senhora foi expulsa, mas conseguiu voltar para a família Lourenço novamente, não é?”
Enquanto falava, de repente se lembrou de algo e, de forma exagerada, cobriu a boca com a mão.
“Ah, me enganei. Agora não devo mais chamá-la de senhora, e sim de ex-senhora.”
Ela acreditava que, ao dizer isso, Lavínia demonstraria tristeza ou fragilidade.

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