Lavínia deu um passo à frente, colocando-se à frente de Maíra, enquanto um frio gélido se formava em seu olhar.
“Ha, a filha da família Lourenço? Será que a educação e os modos da família Lourenço consistiam em abusar do poder para oprimir os outros?”
Mesmo diante da fúria de Bruna, ela voltou a falar, mantendo a calma e o tom pausado.
“Ah, esqueci, você realmente não faz ideia do que sejam educação e bons modos.”
Bruna ficou furiosa, seu rosto alternava entre tons de roxo e verde de tanta raiva.
“Você... você...”
Ela tentou falar, mas ficou travada, sem conseguir formular uma resposta coerente.
Lívia interveio no momento oportuno para defender Bruna, aproveitando também para tentar agradar quem estava do outro lado.
“Sra. Cruz, independentemente do que tenha acontecido, você e Bruna já foram cunhadas. Falar dela desse jeito agora não me parece adequado.”
Lavínia arqueou levemente as sobrancelhas e, com passos tranquilos, aproximou-se lentamente de Lívia.
Lívia, por um instante, sentiu-se intimidada pela imponência de Lavínia e não pôde evitar recuar um pouco.
“Você... você pretende fazer o quê?”
“Nada, só queria saber se você percebeu o quão engraçado foi o que acabou de dizer.” Lavínia curvou levemente os lábios, mas seus olhos transmitiam puro sarcasmo.
“Eu apenas disse a verdade, mas você já recorre à antiga relação de cunhadas entre mim e Bruna para tentar me impor uma obrigação moral. E quando ela fala de mim? Ela lembra que um dia fui sua cunhada?”
Lívia ficou sem palavras, imediatamente calada diante da resposta de Lavínia.
Bruna menos ainda encontrou argumentos para rebater, ficando com o rosto completamente pálido de raiva.
Maíra, ao ver a situação, postou-se diante das duas e declarou de forma séria: “Por favor, senhoras, podem se retirar. Aqui não são bem-vindas. E não é apenas neste local: em todas as lojas que eu abrir e em todas as marcas que eu desenhar, vocês não serão bem-vindas.”
Bruna e Lívia, ao ouvirem isso, ficaram paralisadas.
Dois seguranças aproximaram-se de Bruna e Lívia.
“Senhoritas, por favor, acompanhem-nos.”
Bruna estava à beira de perder o controle, lançando olhares raivosos para Lavínia e Maíra, tomada pelo ódio.
“Dois seguranças acham que podem me impedir? Vou chamar agora mesmo meus seguranças!”
Percebendo que a situação estava prestes a sair do controle, Lívia segurou a mão de Bruna, impedindo-a de pegar o telefone, e sussurrou em seu ouvido: “Bruna, não se esqueça, Maíra é discípula da mestra Franklin.”
Bruna parecia prestes a explodir, sem ouvir nada do que Lívia dizia.
“E daí? Quem mexer comigo não vai sair impune!”
Lívia, com paciência, continuou tentando convencê-la.
“Seu irmão está tentando negociar um grande projeto com Franklin. Se você criar confusão com a pupila dela e Franklin souber, pode ser que ela se recuse a colaborar com seu irmão. Então, menos problemas são melhores do que mais problemas. É melhor sairmos logo, antes que você realmente prejudique os negócios do seu irmão.”

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