Na sala de descanso.
Roberto mal havia se sentado quando Diego Noronha, gerente do departamento de design da Luz de Diamante de Laví, aproximou-se dele.
No início, Diego ouvira na recepção que o Sr. Lourenço, do Grupo Lourenço, havia chegado, achando que fosse uma brincadeira. Agora, ao ver Roberto ali de verdade, sentiu-se imediatamente nervoso e inibido, a expressão completamente desconcertada.
“Sr. Lourenço? O senhor veio procurar o Sr. Cruz? No momento, o Sr. Cruz ainda está em reunião. Quer que eu vá chamá-lo para o senhor?”
Roberto balançou a cabeça. “Vim procurá-lo.”
Diego, surpreso, apontou para o próprio peito, incrédulo.
“Eu? Sr. Lourenço, o que o senhor deseja comigo?”
Roberto não queria demonstrar abertamente o verdadeiro motivo pelo qual procurava Franklin e, por isso, usou um pretexto.
“Recentemente, o nosso Grupo Lourenço precisa realizar um grande projeto. Tenho muita confiança na competência da sua empresa e gostaria de propor uma parceria.”
Diego coçou a nuca, confuso. “Mas eu não sou a pessoa responsável por fechar parcerias. Acho que o senhor deveria conversar com o Sr. Cruz.”
Um brilho sutil passou pelos olhos de Roberto, que explicou com serenidade: “Você mesmo disse que ele está em reunião. Não seria apropriado interrompê-lo. Como gerente do departamento de design, você pode me indicar alguns designers qualificados. Quando chegar a hora de assinar o contrato, então converso com ele, não há problema.”
Diego refletiu e percebeu que fazia sentido. Uma parceria oferecida assim ninguém iria recusar!
Com um sorriso, sentou-se em frente a Roberto.
“Sr. Lourenço, então me diga: que estilo de designer o senhor procura? Posso lhe fazer algumas recomendações.”
“Não tenha pressa. Primeiro, me diga: quem são os melhores designers da sua empresa?”
Diego passou a mão no queixo, buscando na memória.
“Allan, Rosana, Adilson Monteiro, Sara e Yeda. Todos são excelentes, mas cada um tem seu próprio estilo. Depende do que o senhor está buscando.”
Roberto analisou os nomes, mas não conseguia deduzir qual deles poderia ser Franklin usando um pseudônimo. Então, disse: “Você pode me mostrar os portfólios deles? Assim posso escolher o melhor entre eles.”
“Com certeza.” Diego levantou-se prontamente da cadeira.
“Sr. Lourenço, aguarde aqui um momento, volto já.”
O fato de até hoje ele não ter conseguido apurar nada a esse respeito indicava que Lavínia não poderia ser Franklin.
Talvez a semelhança de estilos fosse mera coincidência, ou Lavínia tivera a sorte de receber algum conselho de Franklin.
Fora isso, Roberto não encontrava outra explicação.
Ainda assim, sentia uma forte intuição de que Franklin estava mesmo na Luz de Diamante de Laví.
Já que tinha ido até ali, estava determinado a encontrar Franklin.
Com um olhar decidido, Roberto devolveu os portfólios a Diego e perguntou: “Pode trazer também os trabalhos dos outros designers para eu ver?”
“Nisso—”
Diego mal começara a responder quando ouviu a voz de Lavínia, com um leve sorriso irônico:
“Roberto, veio caçar talentos até minha casa, acha que eu não percebi?”

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