“Pedir para você?”
Lavínia cruzou os braços, com um leve sorriso de sarcasmo nos lábios.
“Olhe para si mesmo e veja se você merece isso.”
“Lavínia, parece mesmo que você só aprende quando sofre as consequências! Mas não tenho pressa. Quando o gerente do hotel chegar e você não puder pagar, naturalmente vai vir me pedir ajuda.”
“É mesmo? Receio que você vá se decepcionar. Acho que mesmo depois de ser enterrado, esse dia nunca vai chegar.”
Ao ouvir isso, o rosto de Marcos ficou subitamente pálido de raiva.
“Sua ordinária! Como ousa me amaldiçoar de morte?”
“Eu não disse isso.” Lavínia piscou de maneira inocente. “Mas se você insiste em se achar um azarado, não posso fazer nada.”
“Parece que, se eu não mostrar quem manda, você não aprende!” O rosto de Marcos ficou sombrio, ele levantou a mão com força e tentou dar um tapa em Lavínia.
No instante em que ele levantou a mão, Lavínia recuou rapidamente e pegou uma garrafa de cerveja em cima da mesa, quebrando-a na quina e apontando a extremidade afiada para Marcos.
“Se você ousar encostar em mim, garanto que esta garrafa vai perfurar você na próxima segunda.”
A expressão determinada de Lavínia fez Marcos hesitar e recuar levemente.
Ele recolheu a mão devagar, forçando-se a manter a compostura e tentando sair por cima.
“Não quero me rebaixar discutindo com alguém como você.”
Lavínia não sabia quando Marcos, feito um louco, poderia avançar, por isso manteve a garrafa firmemente nas mãos.
Enquanto os dois se encaravam, o gerente chegou ao local.
Um dos garçons imediatamente apontou para Lavínia e disse ao gerente: “Gerente, foi ela quem quebrou duas garrafas de Louis XIII do nosso hotel.”
Assim que o gerente se aproximou, Estefânia, Marcos e Graciele relataram o ocorrido, exagerando em cada detalhe.
O gerente, com expressão impassível, aproximou-se de Lavínia e falou friamente: “Senhorita, segundo nossos funcionários, a senhora se dispôs a pagar pelas duas garrafas com cartão de crédito. Trouxe a maquininha, pode passar o cartão. Se não conseguir pagar, infelizmente terei que tomar as medidas legais.”
Os colegas de Lavínia todos acreditavam que ela não teria dinheiro suficiente e esperavam para ver a humilhação dela.
Após o pagamento, a atitude do gerente mudou completamente.
“Senhorita, aqui no nosso estabelecimento, ao gastar acima de cinquenta mil, oferecemos serviço VIP gratuito. Gostaria de aproveitar?”
Lavínia acenou com a mão. “Não, obrigada. Apenas mande alguém limpar aqui.”
“Sim, sim, vou providenciar a limpeza imediatamente.” O gerente logo chamou a equipe de limpeza.
Marcos, Estefânia e Graciele, ao lado, ficaram tão espantados que não conseguiram reagir, com a boca aberta a ponto de caber um ovo.
Foi Estefânia quem se recuperou primeiro e apontou para Lavínia, dizendo: “Você... vestida desse jeito, como pode ter tanto dinheiro? Aposto que conseguiu esse dinheiro de forma ilegal!”
Lavínia riu com o comentário de Estefânia. “Quem disse que quem tem dinheiro precisa estar cheio de joias ou roupas de marca? Tenho uma casa cheia de acessórios, mas não preciso usar todos ao mesmo tempo só para mostrar que tenho dinheiro.”
Estefânia insistiu: “Esse dinheiro com certeza não veio de fonte limpa! É melhor confessar logo, senão vou chamar a polícia para investigar.”
“Ótimo, chame a polícia se for capaz.” Lavínia achou graça naquilo.

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