“Quem quer oferecer o jantar é você, não eu. Por que está me perguntando?” Os cantos dos lábios de Lavínia se levantaram levemente, mas em seu olhar havia uma frieza cortante.
“Você é a nossa grande musa da universidade! Não importa o que for fazer, claro que preciso consultar sua opinião. E se por acaso você acabar ficando chateada?”
Estefânia pronunciou cada sílaba de “grande musa da universidade” de forma lenta e propositalmente arrastada, embaralhando o tom para que soasse como uma grande piada.
Graciele, cobrindo a boca, olhou para Lavínia e riu de maneira sarcástica.
“Estefânia, afinal, você está dizendo ‘grande musa da universidade’ ou ‘grande piada’? Acho que esses dois adjetivos combinam bem com a Lavínia.”
Ao ouvirem isso, os colegas ao redor não conseguiram conter o riso.
“Graciele, você continua igual à época da faculdade, sempre tão espirituosa.”
“Ninguém anima o ambiente tão bem quanto você.”
Enquanto falavam, lançavam olhares furtivos para Lavínia, curiosos para ver sua reação.
No entanto, o semblante de Lavínia permanecia sereno e inabalável, como se nada tivesse acontecido, fazendo com que os outros parecessem meros palhaços, ridículos ao extremo.
Muitos colegas logo contiveram o sorriso e passaram a conversar timidamente, sentados em suas cadeiras.
Ao ver essa cena, Graciele sentiu-se insatisfeita.
Ela havia puxado aquele assunto esperando que todos a acompanhassem na provocação a Lavínia.
Por que agora todos estavam em silêncio? Aquilo certamente não era o que ela desejava ver.
O rosto de Graciele se fechou ligeiramente. Ela encarou Lavínia por alguns instantes e, de repente, falou em voz alta: “Lavínia, você não achou essa piada engraçada? Por que não está rindo?”
Lavínia se levantou lentamente e olhou Graciele de cima, com postura altiva.
“E você? Realmente acha essa piada engraçada? Veja se ainda tem alguém aqui rindo. Além disso, uma piada que não faz graça nem para a pessoa envolvida não pode ser chamada de piada...”
Estefânia recebeu com um sorriso: “Obrigada.”
Apesar de todos ali estarem em boa situação financeira, ninguém se dispunha a gastar mais de sessenta mil reais em apenas uma garrafa de bebida, ainda mais quando Estefânia havia pedido logo duas.
Ficou claro o quanto Estefânia estava realmente bem de vida.
Vários começaram a comentar com admiração: “Mais de cento e vinte mil em bebida, só você mesmo, Estefânia.”
“Quando é que a gente vai conseguir ser financeiramente livre desse jeito?”
“Pois é, depois se tiver algum projeto bom com o Marcos, não esqueça da gente.”
“Com certeza, podem contar comigo.” Estefânia respondeu prontamente, então levou as duas garrafas até Lavínia.
“Lavínia, você sempre foi uma das figuras mais marcantes da nossa universidade. Que tal você abrir essa garrafa?”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Minha Ex-esposa? A Gênio Versátil?