Selina lembrou-se dos funcionários que haviam sido demitidos por Sr. Braga anteriormente e sentiu que, na hora certa, o destino de Lavínia seria ainda mais miserável. Um sorriso repleto de satisfação surgiu em seu rosto.
“Sr. Braga, o senhor realmente é ótimo, sempre defendendo quem merece.”
“Tenho algo ainda melhor, quer experimentar?” Sr. Braga exibiu um sorriso malicioso e deixou a mão passear sem pudor.
Selina correspondeu docilmente, envolvendo a cintura do Sr. Braga com suas longas pernas vestidas de meia-calça.
Aproveitando o momento, Sr. Braga a empurrou sobre a mesa do escritório e, com um puxão brusco...
Um brilho sombrio passou pelo olhar de Selina.
Ha! Lavínia, espere só, sua sorte não vai durar muito.
Enquanto isso, no escritório do Grupo Lourenço.
Lavínia acabara de entregar o projeto de design quando o assistente Vítor Queiroz, com o material em mãos, entrou apressado na sala para falar com Roberto.
“Sr. Lourenço, talvez o senhor tenha acertado mesmo. Aquele grande nome do mundo do design—Franklin—está na Luz de Diamante de Laví.”
“Deixe-me ver.” Roberto pegou o projeto das mãos de Vítor.
Após analisar atentamente várias vezes, percebeu que o estilo daquele projeto realmente se assemelhava muito ao trabalho de Franklin.
Ao lado, Givaldo, curioso, aproximou-se para conferir. Ao ver o projeto, arregalou os olhos de surpresa.
“Não acredito! Então você conseguiu mesmo achar o Franklin? Mas nunca ouvi falar que ele estivesse lá antes.”
Roberto respondeu calmamente: “Ele ficou escondido.”
Givaldo acariciou o queixo levemente. “Se Franklin não quer aparecer, o que vamos fazer?”
Roberto refletiu por um momento antes de responder: “O aniversário de Lívia será no dia oito do próximo mês. Vou convidar muita gente, inclusive o dono da Luz de Diamante de Laví, para sondar o terreno.”
Givaldo achou a ideia excelente, mas, de repente, franziu a testa ao pensar em algo.
“Você não está realmente interessado naquela Lívia, está? Mas, de fato, ela é muito melhor do que sua ex-esposa. Tem talento, vem de uma família tradicional, e se vocês se casassem, a família Amorim seria um apoio relevante para você. Pensando bem, isso seria ótimo.”
Roberto lançou um olhar de relance para Givaldo e, com as sobrancelhas juntas, declarou: “Ela é apenas um pretexto para mim.”
No entanto, considerando o grande êxito de Leonardo no mundo dos negócios, ela achou que deveria demonstrar seu reconhecimento de alguma forma.
O que deveria dar de presente?
Lavínia passou os dedos pelo queixo, pensou durante um bom tempo, mas não conseguiu decidir.
Restava esperar até o fim do expediente e dar uma olhada no shopping.
Ao final do expediente, Lavínia foi ao maior shopping de cidade A e subiu de elevador até o setor de acessórios masculinos.
Ali havia relógios, cintos, gravatas... tudo o que se podia imaginar, deixando Lavínia indecisa diante de tantas opções.
Após refletir por alguns instantes, ela considerou que gravata era algo de uso frequente e, por isso, decidiu presentear Leonardo com uma.
No entanto, ao se aproximar da loja de gravatas de marca, ouviu uma voz sarcástica e cheia de desprezo ao seu lado.
“Sra. Cruz, a senhora também está escolhendo gravatas? Mas agora parece que não tem mais para quem presentear, não é? Ou será que, depois de sair do Sr. Lourenço, já encontrou um novo pretendente tão rápido?”

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