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Meu Príncipe, Meu Alfa romance Capítulo 49

Os olhos de Roxanne se abriram lentamente. Ela piscou duas vezes quando a luz do quarto tocou os olhos dela. No entanto, ela ficou atordoada quando avistou uns olhos azuis claros olhando para ela.

Ela ficou confusa e em pânico ao ver aquele homem. Quem era esse homem?

Ela pulou da cama imediatamente. Ao tentar se sentar, sentiu uma dor de cabeça terrível, como se sua cabeça tivesse sido atingida por uma pedra gigante. Ela gemeu de dor e apoiou a mão esquerda na testa.

Roxanne deu uma olhada rápida ao redor da sala. A cama onde ela estava deitada era duas vezes menor que a dela. O quarto cheirava a álcool e antissépticos, um forte contraste com seu perfume de lavanda.

Seus olhos se desviaram do jovem que estava ao seu lado e ela continuou olhando para os raios de sol que batiam em seu rosto até a janela que ficava ao seu lado. Embora fosse grande, as cortinas eram de uma cor diferente.

Os olhos de Roxanne se arregalaram. Ela não estava no seu quarto! Então, onde ela estava? E quem era esse homem que estava olhando para ela?

Ele deveria ter percebido que ela estava desesperada, porque deu um passo para trás e se afastou dela, sem pronunciar uma única palavra. Roxanne continuou olhando ao redor, até que encontrou Peter.

Imediatamente, o alívio tomou conta dela, um rosto familiar era tudo o que ela precisava para não pensar que havia sido sequestrada por uma gangue inglesa. Para não temê-los ela viu muitos filmes que tinha gangues do Reino Unido.

No entanto, ela ainda estava confusa. Peter estava com uma expressão de surpresa no rosto, como se ela tivesse acabado de ressuscitar. O alívio em seu rosto fez Roxanne se perguntar o que havia acontecido com ela.

Quando ela tentou falar, sua cabeça começou a doer ainda mais. Peter percebeu isso e correu para ficar ao lado dela.

"Srta. Harvey", ele disse em voz alta. Sua voz estava carregada de preocupação, assim como seu olhar. Roxanne estendeu a mão para ele ver que ela estava bem.

"Peter...", ela finalmente falou. Seus olhos analisaram o quarto novamente.

"Onde eu tô?", ela continuou.

Roxanne notou que Peter olhou para o jovem que estava parado na frente dela. Ela não conseguiu entender os olhares que os dois trocaram, mas Peter deu um sorriso e se virou para ela.

"Na enfermaria do palácio", ele falou. Peter olhou para sua mão que estava ao seu lado na cama.

"Como você está se sentindo?"

"Como se minha cabeça estivesse prestes a explodir", ela respondeu. Ela não pretendia fazer com que ele desse risada, mas Peter riu, assim como o jovem que estava ao seu lado. Roxanne olhou para o rosto dele, ele não parecia ter mais de vinte anos de idade. E havia algo estranhamente familiar em seus olhos, era como se ela já o tivesse visto antes.

Ele virou o rosto imediatamente. Roxanne não sabia o que fazer, mas ela desviou o olhar dele e focou em Peter.

"O que aconteceu comigo?"

Ao ouvir a pergunta que ela fez, Peter olhou para Arthur novamente, mas Roxanne não percebeu isso. Ela estava com os olhos fechados massageando lentamente sua cabeça.

Peter ficou aliviado ao saber que seu plano havia dado certo. Se ela não estava se lembrando de como chegou até lá, certamente isso significava que ela não se lembrava de nada do que tinha acontecido naquela noite. De fato, ele tinha certeza de que a última lembrança que ela tinha de si mesma era quando ela estava em seus aposentos.

Ela não se lembrava de nada. E ele estava feliz com isso.

Agora, ele só tinha que arranjar uma boa mentira para ela acreditar. Ele não podia se dar ao luxo de cometer mais nenhum erro.

"Você desmaiou", ele falou, seu tom de voz ainda foi de preocupação, e isso fez com que Roxanne arregalasse os olhos.

"Eu desmaiei?"

Peter franziu a testa por um breve segundo. Por que ela perguntou isso como se não acreditasse nele? Mas ele havia começado a contar uma história e precisava terminá-la.

"Sim, você desmaiou. Eu acho que você estava muito estressada com todo o trabalho com os arquivos. Tenho certeza de que Vossa Alteza lhe daria uma semana de folga. Você precisa se recuperar e ter certeza de que está bem".

Os olhos de Roxanne se estreitaram. Ela estava achando isso estranho. Ela realmente havia desmaiado? Ela mal tinha feito nada para ficar estressada. Além de só ler arquivos.

Peter notou a dúvida em seus olhos e falou novamente. Durante todo esse tempo, Arthur estava ao lado dele, com os punhos cerrados o tempo todo. Essa estranha mulher não acreditou em Peter, pelo menos ainda não. Mas ela também não se lembrava de nada sobre o que tinha acontecido na noite passada.

"Tenho certeza de que seu corpo não está acostumado a esse ambiente. O clima, a comida, a paisagem, até o cheiro. Talvez você estivesse com saudades de casa. Mas, quando fui te entregar uma cópia dos principais clientes do nosso chefe, encontrei você esparramada pelo chão do seu quarto. Tentei te acordar, mas você não estava respondendo, então tive que te trazer pra cá", Peter falou novamente. Ele fez questão de especificar tudo dessa vez.

E pareceu funcionar, porque os olhos de Roxanne se suavizaram imediatamente. Ela sorriu, mas foi um sorriso triste. Talvez, Peter estava certo. Ela sabia que sentia muita falta de casa, devia ter adoecido, como ele havia dito.

Roxanne deu um olhar de gratidão para Peter.

"Obrigada, eu realmente aprecio o seu carinho por mim".

Peter devolveu o sorriso e estava prestes a dizer algo quando começou a ouvir passos altos se aproximando da porta. Com um ritmo acelerado como se a pessoa estivesse muito irritada. Roxanne se perguntou quem poderia ser.

Eles ouviram uma voz feminina falar pela porta.

"Você", disse no tom de voz cheio de raiva.

Roxanne, Arthur e Peter se viraram para a porta imediatamente.

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