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Meu Príncipe, Meu Alfa romance Capítulo 48

Peter se encolheu ao ver o olhar frio da Rainha. Pela expressão do seu rosto e pelo tom de sua voz, ele percebeu que ela não estava muito contente.

Ele se afastou da porta, permitindo que ela entrasse no seu quarto. Ele fechou a porta e se curvou mais uma vez.

"Vossa Majestade, peço desculpas pelo que fiz. Eu deveria ter avisado sobre isso. Não deveríamos ter trazido ela para cá".

Madeline continuou olhando para ele. Enquanto ele ainda permanecia com a cabeça curvada, ela não descontou a raiva que estava sentindo nele. Especialmente depois dele ter falado com tanta calma e assumir total responsabilidade pelo que Lancelot tinha feito.

Mas seu pedido de desculpas não foi o suficiente. Essa situação tinha que ser resolvida, e eles tinham que tomar cuidado. Mas primeiro, ela tinha que conhecer a mulher que deixou toda a sua família preocupada e descobrir o por que ela estava lá.

O pai de Eva Relish, noiva de Lancelot, era um dos membros sênior do conselho. Se ele descobrisse que Lancelot havia atacado Albert para salvar essa mulher sem pensar nas consequências que teria, certamente ele iria querer descobrir o que ela significava para ele.

Madeline tinha que descobrir as respostas para as suas perguntas antes que isso acontecesse. Se fosse necessário, ela defenderia seu filho para o conselho.

"Quem é ela?", ela perguntou.

Peter olhou para ela. Ele não sabia se deveria contar a verdade ou se deveria mentir. Lancelot o colocou em uma situação difícil agora.

Suas narinas se contraíram, ele estava nervoso. Nada disso teria acontecido se Roxanne tivesse ficado quieta no seu quarto, como ele pediu a ela. Agora, ela havia deixado toda a família real em uma verdadeira bagunça, e apenas a deusa sabia o que seria dela agora.

Os humanos nunca deveria descobrir que lobisomens existiam. Para eles, essas histórias deveriam continuar sendo um mito. Embora Roxanne ainda não soubesse quem... ou o que Lancelot era, porém isso era apenas uma questão de tempo até ela descobrir de tudo. O que aconteceria depois que ela descobrisse?

"Acho que te fiz uma pergunta", Madeline disse novamente. Peter olhou para as rugas na testa da Rainha. Seu rosto estava quase da mesma cor que seu cabelo cabelo ruivo.

"Ela é a nova secretária do jovem mestre, Vossa Majestade. Ela iria me ajudar a planejar e mapear as atividades do dia a dia do jovem mestre...", Peter disse em voz alta.

Ao dar essa explicação, ele conseguiu esconder a verdade sem mentir. Ele rezou mentalmente para que a Luna acreditasse nele e o deixasse fora em paz. Ele odiava fazer parte de tudo isso, mas ele havia reunindo Lancelot e Roxanne, então essa era sua única saída.

Esse era seu trabalho.

"E então, você achou melhor mantê-la aqui?", Madeline perguntou. Sua sobrancelha esquerda arqueou ao perguntar novamente. Como ela esperava, Peter também estava envolvido nesse plano estúpido de Lancelot.

E sua explicação também não estava fazendo sentido. Lancelot poderia conseguir qualquer apartamento em Londres para a nova secretária, mas decidiu manter ela no palácio, junto com ele. Havia algo que Peter não estava contando a ela, e ela iria descobrir.

Seja por bem ou por mal.

"Ela não ficaria aqui por muito tempo, minha Rainha, com toda a honestidade. Mas eu garanto a você, que o jovem mestre e eu cuidaremos disso. Não haverá mais problemas, eu prometo a você".

Enquanto Peter falava, ela olhou para ele uma última vez.

"É melhor mesmo".

Com isso, ela se virou, abriu a porta e saiu do quarto.

Agora que a Rainha Luna havia ido embora, Peter tentava controlar sua respiração. A presença da Luna o deixou nervoso, especialmente porque ele não esperava sua repentina... visita.

Peter começou a andar de um lado para o outro. Ele tinha que fazer alguma coisa, ele tinha que ajudar Lancelot a sair de toda essa situação de uma forma ou de outra.

'Mas como?', ele pensou.

Ele não poderia tirar Roxanne do palácio agora, isso levantaria mais suspeitas. Afinal, um homem inocente que não tinha cadáveres dentro de seu guarda-roupa não tinha motivos para fugir. Tinha que haver algo mais, algo mais que ele pudesse fazer para ajudar.

Enquanto ele continuava a pensar, uma ideia surgiu em sua mente.

Peter parou para pensar. Essa era uma ótima ideia! Se todos os envolvidos concordassem com isso, não haveria mais escândalo. Pelo menos, salvaria Lancelot desse problema que se meteu.

Seria difícil, mas Peter sabia que precisava encontrar uma maneira de convencê-lo. Ele tinha que arranjar uma maneira de fazer com que Arthur ajude Lancelot.

E ele tinha que agir o mais rápido possível. Tinha que esquecer de Albert, o tempo agora era o maior inimigo de Lancelot.

Ele saiu correndo do seus aposentos depois de se certificar de que estava bem vestido para entrar no palácio principal. Enquanto caminhava, ele começou a imaginar maneiras de convencer Arthur a fazer o que ele iria pedir.

Peter tinha certeza de que Arthur era o único que poderia ajudar Lancelot nesse momento.

Ao chegar ao palácio, dirigiu-se diretamente aos aposentos do príncipe mais jovem. A porta estava fechada, então ele bateu suavemente, enquanto rezava para que o príncipe estivesse lá dentro.

Como não obteve resposta, bateu de novo e de novo. Ele estava prestes a bater na porta pela quarta vez quando ela se abriu, revelando os olhos azuis brilhantes de Arthur e as pequenas sardas que tinham espalhadas pelo seu nariz.

Peter sempre achou que o menino era adorável demais para ser de uma família assim. É como uma ovelha no meio de lobos. Cada um dos seus irmãos e até mesmo seus pais tinham personalidades e almas mortais, mas ao ver Arthur, ele não parecia ser capaz de machucar alguém.

Ele era como uma rosa no meio dos espinhos.

Arthur olhou para ele, antes de abrir mais a porta.

"Peter", ele pronunciou seu nome como se estivesse fazendo uma pergunta.

Peter não perdeu tempo e começou a explicar por que ele estava lá.

"Vossa Alteza, eu preciso falar com você".

Os olhos suaves de Arthur analisaram o rosto de Peter. Ele se afastou da porta, permitindo que Peter entrasse no seu quarto.

Peter olhou ao redor do quarto com paredes brancas polidas. De todos, o quarto de Arthur era o mais iluminado. Irradiava a pureza do seu coração e a luz da sua alma.

"Hoje não é um dia muito bom", Arthur comentou, se sentando em sua cama.

Peter concordou com a cabeça.

"Especialmente para Lancelot. A repercussão do que aconteceu na caçada está ficando cada vez mais pior", acrescentou Peter.

Ele percebeu a tristeza aparecer nos olhos de Arthur ao falar de seu irmão.

Isso era um bom sinal.

"Me preocupo com meu irmão".

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