Infelizmente, esse grande momento havia chegado. A noite que todos estavam esperando.
Os lobos Dankworth estavam um ao lado do outro, cada um olhando para a escuridão da noite, fazendo pedidos para terem uma ótima caçada.
Lancelot já havia mapeado sua trilha, que o levaria direto para onde um rebanho de veados estaria descansando durante a noite. Ele já havia planejado tudo, restava a Ziko seguir a trilha e pegar seu cervo.
Não importava o que acontecesse essa noite, Ziko sabia que derrotar o lobo de Albert não era uma escolha, ou uma necessidade, era um objetivo, um evento que já havia sido gravado muito tempo antes.
Ao lado de Ziko, o lobo marrom de James rosnou em antecipação. Ele mal podia esperar para fazer uma das maiores capturas que já fizeram e ganhar o respeito de toda sua família. Talvez então, Lancelot aproveitaria para falar mais sobre ele.
Como Alfa da alcateia, o lobo negro de Edward, Artemis, deu um passo à frente. Os lobos de Albert, James, Richard, Bailey e Arthur ficaram atrás dele, esperando receberem instruções através do elo mental.
Artemis sempre liderava as caçadas, e os outros o seguiam. Mas agora, Artemis deixou bem claro para cada um deles que era cada um por si. Hoje à noite, eles não iriam caçar como um bando, eles iriam caçar individualmente, cada um teria que caçar e voltar com uma grande presa.
E quando a caça terminasse, eles saberiam pelo som de seu uivo.
Artemis se virou e olhou para seus filhos, ele se lembrou de quando eles entraram na floresta pela primeira vez. Foi em sua presença que todos eles se transformaram em lobos: Ziko, Zeus e Cretus.
Para ele, cada um dos lobos dos seus filhos eram muito poderosos. Mas entre eles, ele sempre ficava de olho em Ziko, o mais mortal de todos.
Artemis olhou para frente e ergueu a cabeça para olhar para a lua crescente. Quando ele soltou um uivo alto, foi um sinal para que eles começassem.
A caçada havia começado oficialmente.
Ziko começou a correr, seguindo a trilha que Lancelot traçou para ele percorrer. Ele passou correndo pelas árvores. Lancelot havia marcado o local onde ele deveria chegar com um "X". Ele continuou a correr sem parar, até que, de repente, ele parou abruptamente.
Seus ouvidos estavam em alerta e suas narinas contraídas. Ziko estava inquieto, algo essa noite não estava certo.
Ao seu redor, Ziko sentiu uma presença estranha. O ar da floresta não estava sereno como ele esperava que estivesse.
Essa noite, todos eles se sentiram inquietos. A atmosfera era moderada, apesar da brisa que passava pelas árvores.
Ele continuou a correr lentamente. Ainda assim, ele não pôde evitar a sensação de inquietação que se abateu sobre ele. Os pelos prateados na parte de trás do seu pescoço estavam eretos.
Esse era o sinal de que ele precisava para saber que algo estava errado. E ele teve que ser cuidadoso o suficiente para descobrir o que ele era.
Ele não podia se desviar do caminho que ele estava seguindo, não queria encontrar nenhum outro lobo na floresta. Ele tinha que ficar sozinho, pegar seu cervo e voltar para a orla da floresta.
Então, ele poderia deixar para trás o que quer que o incomodasse. A caça acabaria, com ele sendo declarado o vencedor.
Ele continuou caminhando, mas com cuidado, para não fazer nenhum barulho e alertar qualquer coisa. Ele ouviu um barulho de folhas atrás dele. Ele ficou parado, só olharia para trás, se recebesse um sinal.
Por enquanto, ele se concentraria na trilha. A caça era o mais importante.
Ele continuou a andar, mas isso só estava o deixando inquieto. Ele esperou e farejou ao redor para descobrir o que estava errado, mas não encontrou nada.
Então, por que ele ainda sentia que algo estava errado? Não podia ser o nervosismo, Ziko era muito cruel para sentir isso.
De repente, ele parou e ergueu o nariz para sentir o ar, deixou que a brisa levasse o cheiro da noite para suas narinas. Dessa vez, os pelos de suas narinas ficaram em alerta. Ele havia captado um novo cheiro.
Embora fosse fraco, deixou uma impressão duradoura em sua mente.
Como lavanda, creme de baunilha e a essência feminina de uma humana.
O pânico tomou conta do coração de Ziko pela primeira vez, havia apenas uma mulher que ele conhecia que tinha esse cheiro.
"Lobo!"
Ele ouviu um grito alto vindo de trás dele.
Os olhos de Ziko escureceram imediatamente.
Era Roxanne.
Ele se virou e correu em direção a voz. Ele tinha certeza de que alguém a tinha visto, e ninguém mais sabia que ela estava aqui!
Roxanne estava em perigo! Sua companheira estava em perigo.
O som da voz dela fez suas pernas aceleraram ainda mais enquanto ele corria. A cada passo que ele percorria, o cheiro dela ficava mais forte.
Ele pôde sentir o medo que ela estava sentindo.
"Socorro! Alguém me ajuda!"
Ele continuou a correr em sua direção. Ele xingou mentalmente, enquanto continuava a correr em direção ao cheiro dela.
O que ela estava fazendo naquele lugar?!
Seus olhos finalmente a encontraram, deitada no chão e lutando para engatinhar. O lobo que estava na frente dela continuou a avançar em sua direção, ele percebeu um olhar perverso no olhos daquele lobo e isso ele tinha visto em apenas um lobo antes.
Ao ver ela deitada no chão, indefesa, uma força perigosa surgiu dentro dele. Sua respiração se tornou esporádica, todo o seu corpo estremeceu de raiva.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Meu Príncipe, Meu Alfa
Esse não está concluído, tem mais atualização?...