Depois que ele tinha virado as costas para ela, Roxanne ficou lá, paralisada sem saber o que fazer.
Ela esperava que ele se voltasse e olhasse para ela. Que seus olhos pousassem nos dela: ela nem se importaria se ele tivesse pena dela, se isso fizesse com que ele lhe oferecesse o emprego de volta.
Ela não estava conseguindo ir para casa. Emily estava esperando por ela super ansiosa para receber boas notícias, como ela conseguiria voltar para casa cheia de lágrimas no rosto mais uma vez?
Infelizmente, quando ele estava indo embora, Roxanne segurou a vontade de correr atrás dele e também deu meia-volta para ir embora. Não havia mais nada que ela pudesse fazer.
O que restava fazer era voltar para casa e continuar tentando. Ela continuaria tentando até finalmente conseguir um emprego.
Talvez fosse o universo dizendo a ela que ser funcionária de um homem com quem ela já dormiu junto era uma má ideia.
Ela caminhou em direção ao carro de Emily que estava estacionado e entrou nele.
Mesmo estando sozinha dentro do carro, ela ainda sentia um formigamento no estômago e isso acontecia sempre que os olhos dele estavam fixados nela. Havia algo em seu olhar, por mais frio que fosse, que parecia chamá-la, que a possuía.
Roxanne balançou a cabeça com raiva. Ela não iria pensar ou falar sobre ele.
Não importava se ele tinha sido o principal motivo de suas fantasias sexuais depois da noite em que ficaram juntos. Agora, ela iria enterrar todos os momentos que tinha com ele, era óbvio que ele não queria absolutamente nada com ela.
Seus punhos se apertaram contra o volante.
Ela não queria mais nada com ele também, ou pelo menos tentaria.
Enquanto ela dirigia de volta para casa, ela ouviu o seu celular tocar. Roxanne rapidamente usou a mão esquerda para pegar o celular. Talvez Lance tenha mudado de ideia e enviado uma mensagem a ela.
Quando ela ligou o celular ela viu que era uma mensagem de Emily.
"Ei, querida, desculpe ter que mandar uma mensagem pra você em vez de ligar. Mas, é que eu tô no aeroporto e o meu celular está sem sinal. Recebi uma ligação de emergência do meu empresário. Há um colecionador de arte francês que se interessou em um dos meus trabalhos da galeria. Ele disse que queria se encontrar comigo e o mais rápido possível, eu tinha que sair de casa imediatamente. Eu estou indo para a França e vou voltar na quarta-feira de manhã. Você pode sobreviver um dia e meio sem mim, não pode? Farei o possível para ligar para você assim que chegar lá. Fica bem, amor!"
Roxanne leu em voz alta. Ela suspirou fundo e fixou os olhos na estrada.
A volta para casa foi silenciosa. Quando chegou, saiu do carro, conseguiu chegar até o pé da porta, abriu e se jogou no sofá.
Bastou um rápido flash dos acontecimentos do dia passar em sua mente para fazer ela chorar novamente. Sem ninguém para acalmar ela nesse momento, ela chorou para si mesma.
Ela ficou pensando no que havia nela que parecia atrair tanto azar para sua vida.
De repente, ela ouviu uma batida na porta de sua casa.
Ela gemeu de aborrecimento, mesmo entre as lágrimas, ela se levantou para ir ver quem era. O universo certamente estava de palhaçada com a cara dela, e Roxanne não sabia quanto tempo levaria até que o universo sucumbisse a seus desejos.
Ela enxugou os olhos lacrimejantes com as palmas das mãos, esperando que isso não mostrasse que ela estava chorando.
Roxanne ficou na frente de sua porta e firmou sua postura, antes de abrir um pouco a porta, para ver quem decidiu terminar de arruinar o seu dia.
Quando Roxanne avistou uma figura feminina muito familiar — e altamente desagradável — ela balançou a cabeça para afastar o dejavu que a invadiu.
Por que tudo isso parecia ter acontecido antes?
Roxanne havia se decidido. Ela ia mandar Rayla para o inf*rno e bater a porta na cara dela. Mas, quando ela estava prestes a fazer isso, os olhos de Rayla encontraram os dela através do pequeno buraco na porta. A mão de sua irmã segurou a maçaneta da porta, para evitar que Roxanne a fechasse.
Roxanne gemeu de raiva ao abrir a porta. Rayla estava na frente dela, com um buquê de rosas nas mãos e fazendo uma cara de cachorrinho.
Roxanne zombou.
"O que você quer Rayla?", sua voz estava trêmula. Ela limpou a garganta para afastar as lágrimas que estavam sufocando sua voz.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Meu Príncipe, Meu Alfa
Esse não está concluído, tem mais atualização?...