Ele não sabia o que fazer quando ouviu aquelas palavras que saíram da língua dela e atingiram seus ouvidos como um estrondo.
'Eu me recusei a tr*nsar com ele!', o que ela gritou alto ecoava em sua cabeça.
Ele fez uma pausa, parou de andar.
Cada elemento do tempo congelou para ele. Sua mandíbula se apertou, seus dentes cerraram, e ele escondeu seu punho que estava fechado dentro de seus bolsos para que ela não os visse.
Então, ele se virou para ela.
Ele tinha pensado que ela era uma covarde, uma mentirosa pelo que havia feito. Mas, agora que ela estava ali, visivelmente perturbada e com uma dor que só ela poderia compreender.
Ele percebeu que tudo o que ela havia falado poderia ser verdade. Havia dor, desespero e feixes de memórias que ela queria apagar da sua mente.
Ele estava com raiva. Mas, dentro dele, Ziko rosnava inquieto.
'Como é? Quem quer que tenha ousado se aproximar dela dessa maneira pagaria por isso.'
Mas, ele não podia amolecer agora. Ele ainda não tinha sentido a satisfação por ter se vingado.
E assim, quando ele abriu a boca para falar, ele o fez se certificando de que iria machucá-la ainda mais.
"Mentirosa. Se isso fosse verdade, eu saberia", ele deixou escapar, virando as costas para ela imediatamente. Se ele assistisse seu desamparo, ele não seria capaz de continuar sendo maldoso com ela.
Ao falar isso, ele se afastou dela e não se virou mais. Ele havia decidido não olhar para ela.
Quando chegou onde seu carro estava estacionado, Peter, sentiu o mau humor de seu chefe, e achou melhor abrir a porta para ele.
Peter se afastou para trás depois de abrir a porta por dentro, se recostou no banco de couro, observando Lancelot em silêncio.
Lancelot entrou no carro e fechou a porta com firmeza. Peter esperou que seu chefe desse alguma instrução para ele, mas ficou claro em sua expressão facial que ele não estava disposto a falar.
Peter suspirou fundo e se inclinou para o banco do motorista.
"Vamos para o hotel onde o chefe está hospedado, por favor. Hotel e suítes na Romênia", ele disse em voz alta, antes de se recostar no banco.
"Tudo bem, senhor", o motorista disse, ligando o carro.
Lancelot continuou a pensar no que tinha acabado de acontecer. Agora que ele havia ignorado ela totalmente, o que ele iria fazer? Ele havia atravessado o Atlântico de avião só para que ela viajasse com ele para Londres. Ele tinha apenas alguns dias para conseguir isso, mas acabou de dispensar ela da pior forma possível.
Ele pensou sobre muitas coisas. O que ele deveria fazer agora? Talvez ele devesse encontrar ela amanhã e propor a oferta de Londres? Não, isso seria muito estranho, ele não sabia o que Roxanne pensaria de tal gesto.
Mas ele tinha que fazer alguma coisa.
"Eu fiz uma reserva para o senhor jantar no restaurante do hotel. Eles iriam hospedar apenas vinte e cinco pessoas essa noite, eu tinha que ter certeza de que você fosse adicionado à lista. Eu sei o quanto você absolutamente odeia comer comida de hotel", Peter soltou uma risada forçada. Lancelot sentiu calor dentro do carro, apesar do ar condicionado estar mais baixo.
Peter havia falado com esperanças de que Lancelot lhe desse uma de suas respostas espirituosas. Seu chefe sempre dizia as coisas certas nas ocasiões certas. Ele esperava que Lancelot acomodasse seu corpo esguio no banco de couro do carro e relaxasse, ele precisava relaxar.
Mas Lancelot não disse nada. Ele não pronunciou uma única palavra, nem poupou a Peter um dos seus breves olhares.
Tudo o que ele fez foi se sentar no banco do carro e lamentar. Com o maxilar cerrado e os punhos fechados. Qualquer que tenha sido o resultado do encontro do seu chefe com a mulher desconhecida, Peter percebeu que isso não agradou a Lancelot. E essa era a última coisa de que Lancelot precisava agora.
Ele desejou silenciosamente que seu chefe esquecesse de tudo sobre essa mulher e se concentrasse nas coisas mais importantes que tinham que resolver pela frente. No entanto, eles já haviam percorrido por um logo caminho, não faria mal conseguir o que eles foram buscar.
Com esse pensamento, Peter decidiu perguntar sobre a entrevista.
"Então, como foi a entrevista, senhor? O que você acha dos novos recrutas? E a mulher... hum. Qual era mesmo o nome dela...?"
Foi uma pergunta retórica, mas foi a que mais chamou a atenção de Lancelot.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Meu Príncipe, Meu Alfa
Esse não está concluído, tem mais atualização?...