Ela colocou outro punhado de pipoca na boca enquanto pressionava a orelha esquerda contra o ombro para segurar o celular no lugar.
"Você tem certeza que vai ficar tudo bem se eu não estiver em casa essa noite?", Emily perguntou, do outro lado da linha.
Roxanne, cujos os olhos estavam fixos na televisão à sua frente, acenou com a cabeça afirmando que sim, como se Emily pudesse ver ela pela chamada de voz.
"Roxy! Eu tô falando sério. Se não estiver tudo bem e você precisar de mim, posso voltar agora e...", Roxanne tentou rir de uma forma que não se engasgasse com a pipoca.
"Você está assistindo as donas de casa reais de Atlanta de novo?", perguntou Emily.
"Não, não", Roxanne finalmente falou, depois de engolir a pipoca.
"Eu tô vendo um stand up. O show vai acabar daqui a pouco e depois eu vou pra cama..."
"Assim que acabar", Emily interrompeu.
Roxanne riu e disse: "Assim que acabar eu vou dormir".
"Me prometa que vai me ligar se precisar de mim", Emily exotou novamente. Roxanne colocou sua tigela de pipoca na mesa de centro à sua frente e sorriu. Ela tirou o celular do ombro e o pressionou contra a orelha direita com a mão direita.
"Não, eu não vou. Nós já conversamos sobre isso essa tarde, Emily. Eu preciso que você viva sua vida, saia e se divirta..."
"Eu vou Roxy, mas..."
"Você não está tomando anticoncepcional, então mande ele usar camisinha", com isso, Roxanne encerrou a ligação enquanto ria e colocou o celular no modo Não Perturbe, porque sabia que Emily definitivamente ligaria de volta. Com isso, ela colocou o celular na mesa, para curtir o resto do seu reality show favorito.
Depois de uns dez minutos de show, o som da campainha fez com que Roxanne pausasse o reality show e olhasse para cima da tela da TV.
Ela pegou o celular para ver a hora. Apenas dez minutos se passaram.
Emily realmente voltou para casa só por que não conseguiu ligar para ela? Além de Emily, não havia mais ninguém que ela esperasse a essa hora.
Já eram 20h30 da noite e ela não havia pedido pizza, então, definitivamente tinha que ser Emily.
Roxanne já havia se preparado para rir de sua amiga. Como Emily não queria ser mãe, mas era uma das pessoas mais "maternal" que Roxanne conhecia?
Rindo, Roxanne se levantou do sofá e deu passos lentos até chegar a porta.
"Emily, você é definitivamente uma louca...", ela parou de falar quando abriu a porta.
Seu coração se despedaçou. A raiva e dor começou a ferver em seu estômago novamente.
Ela já havia saído de suas vidas, então o que di*bos esse homem estava fazendo na porta dela às 20h36 da noite, e além disso bêbado.
Roxanne olhou para ele. Não havia ninguém atrás dele e nenhum carro.
Roxanne se viu suspirando de alívio por ele não ter vindo até a casa dela dirigindo. No estado em que ele está, Deus sabe o que teria acontecido com ele.
Ele ergueu os olhos para encontrar os dela. Ele estava fedendo a álcool e estava todo suado.
Ainda olhando para ele com desgosto, Roxanne não sabia se deveria mandar ele para o inf*rno e bater a porta na cara dele, ou colocar ele para dentro de casa primeiro, e depois mandar ele para o inf*rno, ou mandar ele ir embora e então bater a porta na cara dele.
"Roxy!", Jonah gritou, cambaleando enquanto lutava para se manter em pé. Agora, ele era a definição de f*dido.
Os olhos de Roxanne se ergueram para desviar o olhar dele.
Ela o puxou para dentro de casa e fechou a porta. Ela o observou cair em seu sofá com as pernas abertas. Sua gravata estava frouxa e os dois primeiros botões de sua camisa vermelha estavam abertos.
Roxanne muitas vezes se perguntou como seria ficar sozinha com Jonah depois de tudo o que aconteceu. Muitas vezes ela imaginou como seria olhar para ele novamente. Mas agora que ele estava na casa dela, ela só sentia três coisas. Três coisas que normalmente não deveriam coexistir: raiva, pena e indiferença.
"Roxy, eu tô tão cansado".
Roxanne estava diante dele, com os braços cruzados sob os seios enquanto o observava murmurar palavras que não dava para entender.
"Sinto muito por tudo, Roxy, sinto muito a sua falta".
Roxanne debochou amargamente. Ela foi até a mesa para pegar o celular.
"É isso, vou chamar a polícia pra levar você embora daqui".
"Não! Por favor, não".
Roxanne parou de andar e se virou para ele. Ela lançou a ele um olhar de desgosto novamente antes de tomar sua posição.
"E por que eu não deveria ligar?"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Meu Príncipe, Meu Alfa
Esse não está concluído, tem mais atualização?...