A mãe de Lancelot pediu que ele voltasse terça-feira para casa, e assim ele fez.
Depois de dois dias procurando por Roxanne, Lancelot voltou para casa com raiva e cheio de vingança em seu peito.
Ele ia voltar para Londres, mas jurou que quando voltasse, a encontraria e a faria com que ela pagasse por ter feito ele passar por aquela humilhação. Não importava quanto tempo levaria ou quanto custaria.
Eram exatamente 7 horas da manhã quando Lancelot e Peter embarcaram no voo de primeira classe de Nova York, América, para Londres, Inglaterra. Durante todo o voo, Lancelot não conseguia pensar em nada além da americana de olhos violetas e em todo o drama que o esperava em casa.
"...com tudo o que tá acontecendo aqui...", sua mãe havia dito.
O que ela estava fazendo de novo?
Exatamente às 14h15, o avião que Lancelot estava embarcando pousou em Londres. Havia um carro esperando por eles no aeroporto.
Lancelot reconheceu a limusine do seu pai pelo nome Dankworth gravado em prata acima do número da placa. Ele debochou, seu pai sempre foi de se exibir. Talvez fosse por causa do orgulho da sua mãe. Em qualquer lugar que Madeline Dankworth entrasse, ela se certificava de que as pessoas soubessem e reconhecessem quem era ela. Assim como um furacão, ela deixava rastros, bons ou ruins, onde quer que fosse.
A viagem por Londres até o palácio Dankworth foi uma viagem longa e silenciosa. Lancelot ficou olhando pela janela o tempo todo.
Ao lado dele, Peter estava atendendo ligações e conversando com as pessoas pelo celular. Organizando e cancelando reuniões, ajustando os horários de Lancelot e aprovando compromissos.
Lancelot teria olhado para o homem e elogiado seu trabalho esforçado, mas estava perdido em seus pensamentos.
Havia muita coisa esperando por ele no palácio, muita coisa da qual ele daria qualquer coisa para ficar o mais longe possível.
A limusine parou em frente aos magníficos portões de aço. Lancelot sabia que finalmente havia chegado em casa, podia ver as flores favoritas de sua mãe: Ixora, lírios e alamandas plantadas no lado oposto da estrada asfaltada.
Ao passarem pelos portões do grande castelo, Lancelot notou os cavalos errantes, o jardim e a fonte de água. Seus olhos se desviaram para a escultura de 8 pés de seu avô, Edward Dankworth. Lancelot queria sorrir ao pensar nas lembranças que tinha com o homem, ele ainda era um ícone e assim permaneceria na mente de Lancelot.
O carro parou diante das portas de mogno da entrada da casa dos Dankworth. Lancelot deu uma olhada e suspirou fundo, antes de abrir a porta do carro e sair dele.
Atrás dele, Peter e o motorista tentavam tirar as malas do carro, separando a de Peter da de Lancelot.
Ao se aproximar da porta, Lancelot desabotoou os botões prateados das mangas da sua camisa vermelha e ajustou o colarinho, desabotoando também os dois primeiros botões. Foi um pequeno esforço para enfurecer sua mãe. Ele sabia que ela iria pirar ao ver o quão "indevidamente" ele havia entrado em seu castelo.
As portas se abriram, mostrando o rosto de um homem muito familiar.
Lancelot sentiu seu coração crescer de alegria. O mordomo Lee foi a primeira pessoa que o viu chegar, ele tinha certeza de que hoje não seria um dia tão ruim quanto esperava.
O homem mais velho sorriu para Lancelot, o menino que ele conhecia há tantos anos se tornou um homem bonito e charmoso, ele apenas desejava que a vida tivesse sido um pouco mais gentil com o menino. Mordomo Lee serviu á família Dankworth por trinta anos. Quando menino, ele entrou para a família com seu pai, que serviu ao bisavô e ao bisavô de Lancelot. Quando mordomo Lee perdeu o pai, ele decidiu assumir e cuidar da família que tanto o amava.
Talvez essa fosse a razão pela qual ele sentia um grande carinho pelo segundo filho de Edward Dankworth, Lancelot Dankworth.
"Vossa Alteza", o homem mais velho brincou com uma reverência de cortesia, depois de se aproximar de Lancelot.
Lancelot permitiu que uma risada sincera escapasse dos seus lábios. O mordomo Lee sempre foi muito engraçado.
"Oh, pare com isso Lee! Eu sei que você não está nem um pouco feliz em me ver aqui".
"Talvez você esteja certo. Seu quarto sempre foi o mais difícil de arrumar...", ele fez uma pausa e olhou por cima do ombro de Lancelot com um sorriso no rosto. Lee sempre foi grato por ter crescido e se tornado um homem alto e magro, ou então Lancelot teria ficado maior que ele.
"...só Deus sabe as atrocidades que você já colocou em todas essas caixas!", ele gritou, dramaticamente.
Lancelot sorriu, demostrando um sorriso perverso no rosto.
"Você e eu sabemos que eu tenho um talento especial pra cometer atrocidades".
"Não é de se admirar que você tenha passado tanto tempo na cidade das atrocidades. Chorando e jantando com todas as lindas filhas de Eva..."
"Não diga mais nada, por favor...", Lancelot disse, lutando contra a vontade de rir até o seu estômago doer.
"Eu estou tão feliz por você ter voltado, jovem mestre. Mas! Tenho certeza que a futura Luna está mais feliz do que eu".
O sorriso de Lancelot sumiu ao escutar ele mencionar sua mãe. Lee percebeu, mas optou por ignorá-lo. O relacionamento da Luna Madeline e o seu filho ficaram tensos depois que...
O pensamento fez Lee balançar a cabeça, ele forçou a mostrar um sorriso de volta em seu rosto. Isso era um evento que ele não pretendia lembrar, que mudou a família Dankworth para sempre.
"Eu esperava não te ver até a hora do jantar", disse Lancelot.
Ele entrou no enorme corredor com Lee ao seu lado. A casa parecia a mesma, nada parecia ter mudado na semana em que ele esteve fora, não que ele esperasse nada também.
Lancelot deu uma olhada ao redor do corredor. Esse corredor tinha uma ligação longa e estreita com o resto da casa. As paredes eram cobertas de um papel de parede vermelho e tinham retratos dos ancestrais da família Dankworth por toda parte.
Sempre foi assim. Sempre que alguém entrava na mansão, a magnificência e o poder da realeza da alcateia de lobisomens mais poderosa os cumprimentavam primeiro. Com isso, eles pensavam duas vezes antes de querer prejudicar qualquer membro dessa família.
Nenhum dos Dankworth era alguém de se brincar. Cada um deles, por mais pacíficos e tranquilos que parecessem ser, tinham um d*mônio escondido dentro deles.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Meu Príncipe, Meu Alfa
Esse não está concluído, tem mais atualização?...