A última coisa de que Lancelot se lembrava era de ter fechado os olhos na escuridão, e deixado as ondas calmas do sono tomar conta dele enquanto ele inspirava e expirava profundamente.
Quando ele abriu os olhos, não havia nada ao seu redor, nada além da escuridão e o mar.
Lancelot congelou de frio e medo. A escuridão o aterrorizou, o mar em que ele se viu afundando o assustou.
Ele começou a bater as mãos e as pernas para chegar à superfície da água.
De repente, ele sentiu alguém tocar seus pés. Lancelot olhou para trás.
Ele viu o rosto de Bran.
Bran estava com um sorriso tranquilizador no rosto. Um sorriso que parecia dizer, "Vai ficar tudo bem".
Por um momento, ele teve esperança.
Seu irmão iria salvar ele.
Nada disso aconteceu. Lancelot continuou sentindo que estava se afundando cada vez mais na água. Ele olhou abaixo dele novamente, Bran não estava em lugar nenhum.
Por quê? Onde ele foi?
Ele sentiu o medo surgindo novamente. Lancelot tinha que chegar à superfície, ele não queria morrer naquele lugar.
O frio, a densidade da água e a escuridão sob o gelo o envolveram de uma só vez.
Lancelot não parou de lutar. Ele bateu as mãos e as pernas com toda a força que tinha, se lembrando continuamente de que não poderia morrer no mar.
Um feixe de luz brilhou sobre sua cabeça, risadas fracas ecoaram em seus ouvidos. Lancelot abriu caminho acima do gelo e colocou a cabeça para fora da água.
De repente, ele saltou da cama. E percebeu que tudo aquilo era um pesadelo. O quarto estava escuro, assim como o mar em seu sonho.
Ele olhou para o relógio digital que estava apitando suavemente ao lado da cama.
Era 11:30 da noite.
Lancelot suspirou fundo, ele não tinha dormido por quase uma hora, por causa do pesadelo.
Gotas de suor escorriam pela sua testa, apesar do frio no quarto por causa do ar condicionado que estava ligado.
Lancelot tentou controlar a respiração. Ele ainda se sentia sufocado e sem fôlego: quase como se ele estivesse se afogando de verdade.
De repente ele percebeu a escuridão no quarto. Lancelot odiava ficar sozinho no escuro. Na verdade, os acontecimentos do passado fizeram com que ele ficasse terrivelmente apavorado com isso.
Como ele havia se esquecido de acender as luzes antes de dormir? Como ele tinha conseguido dormir com as luzes apagadas em primeiro lugar? Lancelot sabia que tinha pesadelos recorrentes quando ficava sozinho ou dormia no escuro.
Seus olhos percorreram ao redor do quarto escuro enquanto ele suspirava. O que importava agora era chegar ao interruptor e acender as luzes.
Ele odiava ficar no escuro. Isso o fazia relembrar de memórias, muito ruins.
Nesse momento, Lancelot sentiu algo... não, alguém, se movendo em sua cama. Assustado, ele se afastou e virou para a direita.
Foi quando ele a viu.
Mechas soltas de cabelo castanho espalhadas por todo o rosto, os olhos fechados dormindo tranquila. Ela roncava baixinho, murmurando coisas durante o sono.
Como ele não a tinha visto antes? Lancelot começou a relembrar os acontecimentos da noite. Ele balançou a cabeça, não o admira que tivesse adormecido sem ligar as luzes. Ele estava exausto, alegremente exausto.
Enquanto ele tentava se levantar para acender as luzes, ela mexeu a mão esquerda dela e colocou sobre a cintura dele durante o sono. Ele se virou para ela novamente, a observando enquanto ela se aproximava ainda mais dele.
A onda de tranquilidade que o envolveu foi inesperada. Enquanto ela se agarrava à cintura dele e pressionava o rosto contra o corpo dele, ainda murmurando palavras que Lancelot mal conseguia entender, ele sentiu seu batimento cardíaco se estabilizar. Ele se sentiu calmo, de repente, ele estava à vontade.
A escuridão não o deixava mais com medo. Enquanto ela roncava baixinho, Lancelot se sentiu relaxado ao ouvir o som.
Ele fechou os olhos e respirou fundo, inspirando e expirando. Sua respiração se estabilizou, e seu coração acelerou ainda mais.
Isso não era um bom sinal, e ele sabia disso. Ele nunca sentiu isso por uma mulher, então por que essa mulher o ajudou a não sentir tanto medo com apenas um toque?
Ainda assim, ele ignorou seus pensamentos e se deitou na cama.
Ele se permitiu sentir tudo o que ela o fazia sentir, só por essa noite.
Ele cuidadosamente colocou o braço dela em volta do seu peito novamente, com cuidado para não acordar ela.
Enquanto colocava a cabeça cuidadosamente no travesseiro, ele continuou se perguntando.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Meu Príncipe, Meu Alfa
Esse não está concluído, tem mais atualização?...