Infelizmente! Tudo isso, acabou.
Ela voltou para a mesa principal, mesmo quando o sorriso que ela forçou para sua irmã e Jonah desapareceu de seu rosto.
Ela precisava de duas coisas: muito álcool e um táxi para dar o fora daqui.
Ela caminhava firmemente, com a cabeça erguida, o queixo e os ombros erguidos. Ela nunca mais olharia para baixo, nunca.
Ela chegou à mesa principal, pegou uma garrafa de champanhe e pediu licença. Ela foi procurar um canto para beber até não se lembrar de nada.
Ela caminhou em direção à saída do local e encontrou um banquinho lá fora. Com um sorriso fraco, ela caiu sobre ele, ainda segurando a garrafa de champanhe nas mãos.
Felizmente, já estava aberta, mas estava mais cheia do que vazia.
Ela tirou a tampa com os dentes e tomou o primeiro gole.
'F*dam-se todos eles', ela pensou. Ela faria limonadas com os limões amargos que lhe serviram hoje.
Quando ela já tinha bebido metade da garrafa de champanhe e xingado muito, ela avistou uma pessoa com um rosto familiar vindo em sua direção. Sua visão estava embaçada. Ela tentou firmar seu olhar para conseguir enxergar a pessoa, mas não conseguiu.
"Você pode soltar essa garrafa?", ela o ouviu perguntar, quando ele parou na frente dela.
Uma cara feia apareceu em seu rosto, ela conhecia aquela voz melhor do que esperava.
"Ah, é você, senhor nariz empinado...", ela disse, soluçando em seguida.
"Eu não vi que você estava vindo atrás de mim".
"É exatamente por isso que você vai soltar essa garrafa agora", ele ordenou. Roxanne revirou os olhos, o gesto quase a fez cair do assento.
Ela ouviu Lancelot xingar antes de ver ele correr até ela e segurá-la para não cair do assento. Ele pegou a garrafa da mão dela e a colocou no chão.
Por quê? Por que ele decidiu tirar a única coisa que estava trazendo alegria para ela? Por que ele sentia prazer em vê-la tão triste quanto ele? A maneira como ele sempre franzia a testa e empinava o nariz fazia Roxanne pensar que ele não ria quando criança.
Lágrimas apareceram em seus olhos neste momento. Por que ninguém queria ver ela feliz?
"Porque você fez isso?!", ela gritou. Mas ele não respondeu. Em vez disso, ele colocou a palma da mão sobre a boca dela para silenciá-la. Irritada, ela deu um soco no peito dele, viu seus olhos escurecerem.
Funcionou, e ele se afastou dela.
Mas ela queria sair da festa, ela precisava sair de lá. Tudo ao seu redor a deixava triste, muito triste.
"Por favor...", ela murmurou, chamando a atenção dele para si mesma outra vez.
"Me tira daqui".
"Vou ligar pra Emily e pedir pra ela vir pegar você..."
"Não! Eu não vou pra casa!", ela gritou. Ela precisava ficar longe de qualquer coisa que a lembrasse deles: sua família e Jonah.
"Por favor, apenas me leve embora daqui".
Roxanne viu seus olhos azuis escurecerem sobre ela novamente.
A mão direita dele estava em volta da cintura dela e a mão dela em seu ombro antes que ela percebesse o que estava acontecendo. Sua visão ainda estava turva, ele a conduziu para um carro preto, ela estava sentindo o seu perfume árabe frio e romântico.
Ele a deixava louca quando ela estava sóbria. Mas, com ela bêbada, Roxanne estava achando difícil controlar os seus hormônios, sua mente e seu corpo.
"Pra onde vamos?", ela perguntou, rindo com um pouco de cautela.
Ele se afastou da janela do carro e olhou para ela.
"Pro meu hotel".
Algo na maneira como ele disse aquelas palavras fez seu estômago se revirar; e em um bom caminho.
Ela ouviu alguém entrar no banco do motorista e ligar o carro.
"O seu hotel, senhor?", o homem na frente perguntou.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Meu Príncipe, Meu Alfa
Esse não está concluído, tem mais atualização?...