Capítulo 356 – Pazzo per te
Giuseppe
Vivian ainda estava confusa pela minha presença, a puxei pela cintura e dei um beijo em sua testa.
— Relaxa, amore mio. — Ela encostou a cabeça em meu peito, e soltou um suspiro aliviada.
As outras meninas correram até mim.
— Peppe, você veio sozinho? — Evie foi a primeira a falar.
— Sim, senhora Sterling. Os outros estão tentando restabelecer a rede para que possam abrir as portas.
— Graças a Deus, ela me disse. — Bambina Alessa que havia saído do quarto me olhou bem, ela, Enzo e eu crescemos juntos. E todos nós nos conhecemos bem demais, ao me olhar, ela sabia, via que eu escondia algo.
— Diz, Peppe. — Vivian levantou a cabeça para me encarar.
— Diz o que? — perguntou confusa.
— Tem mais coisa, eu sinto e vejo. — Alessa respondeu cruzando os braços.
— Temos desses cretinos espalhados por todo o prédio, o hospital foi evacuado mas ainda há pacientes críticos em uma ala no subsolo. — Respirei fundo antes de continuar. — As portas são digitais e sem a rede não podemos abri-las, havia uma bomba na porta desse andar.
— Bomba? — Mia perguntou assustada.
— Sim, mas John a desarmou, porém, Amira acredita… na verdade ela tem certeza que há outra em algum lugar.
— Claro que tem. — Piccola Jo disse com firmeza. — Estudei muito bem esses cretinos, Lorenzo é como Robert. E o tal Farid é um extremista arrogante, não aceitaria perder, e ela já perdeu uma vez no instante que não permitimos o avião explodir.
— Qual o plano, Peppe? — Lila me perguntou.
— A prioridade do Sterling é tirar vocês daqui, e depois os pacientes.
— Esse é meu homem. — Evelyn disse com orgulho.
— E o seu plano? — Foi a vez de Chloe perguntar.
— Elena queria que eu viesse para garantir que estão seguras. — Apertei a cintura da Vivian. — Mas pelo que vi, nem precisam de mim, dão conta perfeitamente do recado.
Notei que cada uma sorriu com orgulho de si mesma.
— Por onde você veio? — Vivian perguntou.
— Pelas janelas, tem uma fachada. Pulei, depois caminhei até o quarto da Rosa.
— Acha que conseguimos sair por ali também?
— É arriscado demais, Mia, levando em consideração que Alessa está grávida, temos os bebês e Rosa que acabou de dar à luz. — Todas elas suspiraram em derrota. — Esses são os únicos? — perguntei apontando para os homens mortos.
— Dois invadiram o quarto, depois demos de cara com esses. — Evie me respondeu. — Mas não vasculhamos o andar todo, somente o posto médico e fomos até as portas e os elevadores. — ela concluiu.
— O andar é grande, vou revistar o que falta e vocês voltam para o quarto.
— Sozinho? — Vivian perguntou.
— Sim, eu vim aqui garantir a segurança de vocês, não faz sentido colocá-las em risco novamente. — Dei um beijo em sua têmpora, mas ela não ficou satisfeita com minha resposta. — Mas antes, vou avisar a Lena que estão bem ela deve estar me esperando na janela.
— Vou com você. — Vivian anunciou, e claro que não me opus.
— O restante de nós vai voltar para o quarto. — Jo disse e foi aí que vi o rádio em sua mão.
— Onde conseguiu isso?
— As meninas encontraram com o segurança. — me respondeu.
— Alex está com um, e a elite com outro. Talvez possa falar com eles, pelo menos para tranquilizá-los, não sei qual deles está mais ansioso em ver vocês.
— Faremos isso. — ela disse e foram para o quarto, e Vivian e eu seguimos até a sala.
Segurei sua cintura e a conduzi num movimento lento, quase preguiçoso, de vai e vem contra mim. Não precisava mais do que isso. O calor dela, a forma como o corpo buscava o meu sem que percebesse, já era suficiente para me perder.
Vivian apertou mais ainda meus ombros, as unhas arranhando discretamente através da camisa. O decote da blusa me chamava, e sem resistir deslizei a mão pelo tecido, subindo até roçar o contorno suave de seu seio por cima do sutiã. Ela ofegou, apertando mais a perna entre as minhas, como se buscasse mais contato.
— Não devia… — tentou protestar, mas sua voz falhava entre gemidos.
— Então me pede para parar. — sussurrei em seu ouvido, deslizando a boca até sua orelha e mordendo de leve o lóbulo.
Ela não disse nada. Ao contrário, ergueu levemente o quadril, pressionando com mais força contra mim. Um gemido escapou de seus lábios, abafado quando a puxei para outro beijo, profundo e desesperado, nossas línguas se encontrando como se quisessem devorar uma à outra.
Minha mão esquerda segurou firme sua coxa, erguendo-a contra meu quadril, deixando-a quase pendurada em mim. A fricção entre nós aumentou, os movimentos mais rápidos, e ela tremia inteira. Coloquei uma das mãos entre nós e a toquei.
— Giuseppe… — dessa vez foi um sussurro implorando.
— Vai gozar, bella? — perguntei com um sorriso malicioso contra sua boca, enquanto a tocava em um ritmo que a deixava descontrolada. — Goza para mim, amore mio…
Ela fechou os olhos, a respiração acelerada, os gemidos ficando mais altos até que o corpo inteiro arqueou contra o meu. Senti suas pernas fraquejarem, e segurei firme, sustentando-a enquanto ela se desfazia ali, contra mim, só com a provocação, só com o contato.
Beijei seu pescoço, o rosto, a boca, saboreando cada segundo de sua rendição.
— Bella… — murmurei com orgulho, ofegante, ainda sem soltá-la. — E isso foi só o começo.
— Você vai acabar me fazendo morrer. — Ela disse encostando a cabeça em meu peito.
— Só se for por te dar prazer, mia bella. — Dei um beijo no topo de sua cabeça, ela levantou a cabeça para me encarar.
— Você entendeu o que quis dizer.
Coloquei a mão em seu rosto, e acariciei seu rosto com meu polegar.
— Vamos pensar nisso, quando for a hora. Nesse momento preciso fazer com que não morra nas mãos desses cretinos. — Ela assentiu, se ajeitou. Segurei uma de suas mãos dando um beijo delicado ali, e mia bella suspirou.
— Agora vamos avisar a Senhora Mancini que estão todas bem.

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