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Meu Futuro Continua Lindo Mesmo Depois do Divórcio romance Capítulo 246

No final do corredor, Givaldo ficou sozinho diante da janela, com a mente confusa e o olhar sombrio e indecifrável.

Logo depois, ouviu-se o som dos passos de Délio atrás dele, que parou diante de outra janela.

Entre pai e filho havia uma distância de dois ou três metros.

Após um longo silêncio, Givaldo foi o primeiro a falar: “De onde veio essa menina, Vitória?”

Délio respondeu com indiferença: “Minha esposa tem um coração bondoso, trouxe ela da rua.”

Givaldo disse: “Vitória se parece muito com sua irmã.”

“Isso não é coincidência”, afirmou Délio com convicção.

Givaldo virou-se para ele, a voz carregada de advertência: “O que você está querendo dizer?”

“É necessário fazer um teste de paternidade em Vitória.”

“Testar com quem?”

Délio virou-se, fitou o próprio pai com olhar afiado e respondeu prontamente: “Com o senhor.”

“Imbecil.” Givaldo ficou furioso, sem conseguir esconder sua indignação. “Você ousa desconfiar do seu próprio pai.”

Givaldo esboçou um sorriso irônico, soltando uma risada fria e cheia de significado.

Ele preferiu não se aprofundar, decidindo falar apenas sobre Vitória naquele dia.

“Se o senhor não quiser fazer o exame, deixe que Gerson faça.”

As pupilas de Givaldo se dilataram; ele ficou tão surpreso que não conseguiu dizer uma palavra.

Délio desviou o olhar friamente.

“De qualquer forma, não pode ser meu. Meu filho jamais seria ilegítimo.”

Após dizer isso, virou-se e se afastou sem olhar para trás.

Givaldo sentiu uma dor profunda no coração, caindo em reflexão.

Depois de um tempo,

Ele tirou o celular do bolso e ligou para o filho mais novo, repreendendo em tom severo: “Reserve as passagens imediatamente e volte do exterior.”

Gerson mostrou uma expressão de perplexidade: “Pai, o que aconteceu? Por que o senhor está tão irritado?”

Givaldo rangeu os dentes, desejando poder esticar a mão através do telefone e estrangular Gerson.

“Você ainda tem coragem de perguntar? Você fez a família Guerra passar vergonha.”

Gerson, inconformado, tentou se justificar: “Pai, nos últimos anos estive sempre fora do país. Tudo relacionado à família ou à empresa foi decidido pelo senhor e pelo meu irmão. Eu nunca me envolvi.”

Givaldo não quis perder tempo com rodeios: “Vou repetir, volte imediatamente. Caso contrário, mando alguém buscar você.”

Temendo a autoridade do pai, Gerson sentiu-se inseguro, sem saber o que realmente havia acontecido.

“Pai, faço o que o senhor mandar, volto imediatamente. Mas pode me dizer ao menos qual foi o pecado tão grave que cometi para deixar o senhor tão furioso?”

Givaldo, tomado de raiva, desligou o telefone sem responder.

Gerson: “……”

……

“Com certeza a Kellen já recebeu a intimação do tribunal.”

“Sem dúvida, o julgamento será daqui a três dias. Ela que se prepare para ser condenada.”

“Mãe, será que realmente vamos ganhar esse processo?”

“Com certeza. Todas as provas estão a nosso favor. Kellen não tem como se defender, nem se tentasse se justificar. Só se…”

“Só se o quê?”

“Só se você confessar com suas próprias palavras que naquele dia pulou do penhasco de propósito para incriminar a Kellen.”

Noemia ficou toda suada de nervoso, acenando para Loreta parar de falar.

“Mãe, isso é um segredo que não pode sair daqui, nem morta eu conto. Se alguém ouvir, estou perdida.”

Mal terminou de falar, ouviram um barulho do lado de fora do quarto, acompanhado de passos apressados.

Loreta foi rapidamente até a porta, olhou com atenção para os dois lados.

Não havia ninguém do lado de fora.

Será que ela havia se enganado?

Na esquina do corredor, Hyndara estava encostada na parede, prendendo a respiração, tentando assimilar, incrédula, o que acabara de ouvir.

Descobriu, então, que Noemia havia pulado do penhasco por vontade própria, não tinha sido empurrada por Kellen.

Ou seja, Kellen era inocente, havia sido vítima de uma armação.

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