Os dois subiram juntos.
O pai de Kellen, Benício, e Filomena já esperavam havia algum tempo. Ao ouvirem a campainha, souberam imediatamente que era a filha que tinha chegado e, felizes, foram abrir a porta.
“Pai, mãe, voltei.”
Kellen entrou, com um sorriso radiante no rosto.
Fernando veio logo atrás, carregando duas grandes sacolas cheias de coisas.
“Senhor, senhora, boa noite.”
Benício e Filomena ficaram surpresos por um instante.
Quando abriram a porta, viram um homem atrás de Kellen. O casal pensou que fosse o genro, Délio.
Olhando com mais atenção, perceberam que não era ele.
Então, quem seria aquele homem?
“Posso deixar as coisas aqui?” Fernando perguntou educadamente.
Benício voltou a si. “Pode sim, pode sim, rapaz, muito obrigado.”
“De nada, senhor. Eu sou colega de universidade da Kellen. Meu nome é Fernando.” Fernando se apresentou formalmente.
Assim que ele terminou de falar, Filomena o observou atentamente, certificando-se de que não estava enganada. Ficou surpresa e contente ao mesmo tempo.
“Fernando! Meu aluno!”
Fernando ergueu os olhos para Filomena. Quando entrou, não tinha visto claramente, mas agora reconheceu.
Um brilho passou em seu olhar, e ele disse alegre e emocionado: “Professora Esteves, tantos anos se passaram e a senhora continua tão jovem e cheia de energia.”
“Você não mudou nada, continua com essa lábia doce.”
“Professora Esteves, estou apenas dizendo a verdade.”
Ao ouvir o diálogo entre os dois, Kellen ficou incrédula. “Mãe, Fernando, vocês se conhecem?”
O rosto de Filomena se iluminou com um sorriso gentil. “Ele foi meu aluno.”
“Sim, fui aluno da Professora Esteves.” Fernando respondeu orgulhoso.
Ele estava muito feliz, não esperava que a Professora Esteves fosse mãe da colega Kellen.
Com esse laço, poderia visitar a família França mais vezes.
Fernando, percebendo o clima, também evitou falar do genro da família França para não estragar a harmonia.
Depois do jantar, Kellen acompanhou Fernando até lá embaixo.
Antes de ir embora, Filomena entregou a ele um presente típico, trazido da última viagem.
“Professora Esteves, até logo. Sempre que puder, virei visitá-la.”
“Ótimo, será sempre bem-vindo.”
Na rua, embaixo do prédio.
Fernando e Kellen conversaram mais um pouco e, depois, ele se despediu com um aceno.
Kellen ficou olhando o carro dele partir, só se virou para subir novamente quando não pôde mais vê-lo.
Nesse momento, de repente, ouviu uma buzina atrás de si.
Ela se virou e viu um Rolls-Royce familiar que parou lentamente à sua frente. O vidro do carro baixou, revelando o rosto sério de Délio.
“Quem era aquele rapaz agora há pouco?”

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