— Sim, sim, sim, tá bom, tá bom.
O avô não queria mais discutir com Dona Helena.
Ela estava falando com tanta certeza agora.
Mas quando a hora realmente chegasse, ele não acreditava que Dona Helena ignoraria a única linhagem da Família Campos para proteger Alana, uma pessoa de fora. Só de pensar, sabia que era impossível.
Ela só estava dizendo isso porque o problema ainda não tinha caído no colo dela e ela estava de cabeça quente.
Dona Helena virou-se para procurar Alana. Vendo-a muito bem-vestida, assentiu satisfeita e perguntou a Mãe: — E o Arthur? Que horas são agora? Ele já deve estar chegando, não é?
Alana, vendo Dona Helena daquele jeito, percebeu que ela ainda não sabia do acidente de Arthur.
E a essa hora, ele ainda não havia dado retorno a Dona Helena. Parecia que os ferimentos eram muito graves...
Mãe sorriu e arrumou o cabelo de Alana, como se tratasse a própria filha do coração, e virou o rosto dizendo: — Vou perguntar o que o Arthur diz.
Dizendo isso, ia sair para ligar.
Mas, assim que chegou à porta, Alana ouviu Mãe exclamar surpresa: — Bento? Bento, o que faz aqui?
Provavelmente achou que, se Bento Cavalcante veio, Arthur também devia ter vindo.
Dona Helena se virou.
Ela, na verdade, ainda queria dar uma última chance a Arthur.
Perguntar a Arthur: Se a Alana realmente se tornar da família, vocês nunca mais terão chance nesta vida. Ainda dá tempo de se arrepender!
Mas viu Bento entrar sozinho.
A roupa de Alana hoje estava especialmente chamativa. Deixando de lado a calma e a sobriedade de antes, hoje ela apostou na elegância e na beleza, parecendo uma peônia majestosa e luxuosa.
O máximo de requinte possível!


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Memórias Destruídas: Não Há Volta Para Nós