Quando Tiago voltou, ele segurava o celular e o estendeu para Alana.
Alana não pegou, apenas ouviu a voz de Arthur vindo dele, sem nenhuma alteração emocional: — Escolha outro, esse não é o seu tamanho.
Como esperado.
Ela não fazia questão daquele, só pensava... por quê?
Arthur elevava Isabella, mas com que direito se aproveitava do esforço delas de graça?
— Sinto muito, Sr. Campos, mas e se eu fizer questão deste?
Alana baixou os olhos para o celular nas mãos de Tiago.
Houve um momento de silêncio do outro lado.
Alana tinha certeza de que ele não concordaria. Já que ele não abria mão nem de uma roupa, então que fizesse Isabella devolver a parceria que conseguiu pisando nelas.
— Se faz questão, então pegue. — A voz do homem saía calma e decidida.
Tiago ficou um pouco surpreso.
Virou-se para olhar para Alana e a viu se virar para tirar uma foto das duas roupas.
Ela enviou a foto para Henrique Valente. Após contatá-lo, Alana contou por cima o que havia acontecido hoje, e Henrique também ficou bastante irritado.
— Ele realmente sabe planejar as coisas para a Isabella! Acabei de ver a postagem dela nas redes sociais, achei que ela tivesse conseguido a parceria por mérito próprio, mas pelo visto pegou um atalho! Uma parceria que não foi conquistada com a própria capacidade, mais cedo ou mais tarde terá que ser devolvida. O Arthur a apoia tanto, será que consegue sustentá-la?
Alana baixou os olhos, com a voz calma: — Essas duas peças valem o suficiente para serem leiloadas. Envieas em meu nome. O dinheiro arrecadado, depois de descontados os impostos, vai ser depositado na Fundação Aurora de Apoio Feminino em meu nome.
Henrique concordou: — Certo. Não fique brava, esse tipo de coisa não vale o seu desgaste emocional.
Não vale?
Mas o projeto de parceria do Sr. Steiner não podia ser comprado nem com todo o dinheiro do mundo.

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