Ela entregou uma tigela de sopa para Alana: — Sra. Campos, esta é a sopa de gengibre, beba rápido.
— Eu e Arthur vamos nos divorciar, Berta, não me chame mais de Sra. Campos. — Alana secou o cabelo, virou-se para pegar a mala e começou a arrumar suas coisas.
Berta ficou paralisada, observando Alana arrumar tudo, guardando até mesmo as coisas do pequeno escritório.
Ao amanhecer, Alana puxou duas malas e, antes de deixar a Mansão das Águas, apertou a mão de Berta: — Obrigada por cuidar de mim durante este tempo. Esse é um envelope com dinheiro que estou te dando, com dez mil reais dentro. Obrigada, Berta.
Berta segurou o envelope grosso, atônita: — A senhora realmente vai se divorciar do senhor? O que aconteceu? Não estava tudo bem antes? O senhor a ama tanto.
Alana sorriu: — Berta, me deseje sorte, eu já vou.
Ela se virou e saiu sem olhar para trás.
Berta, assustada, correu para ligar para Arthur e contar sobre isso.
A Sra. Campos deve estar muito irritada com alguma coisa, então o senhor precisa ir consolála logo.
No entanto, ninguém atendeu.
Tendo tomado chuva a noite toda, e com o dia frio e nublado de hoje, Alana também não tinha comido nada.
Parada na beira da rua, preparando-se para chamar um táxi, suas mãos estavam um pouco fracas.
— Alana?
Justo quando ela estava tremendo e ansiosa, o carro de Bento Cavalcante parou na frente dela.
A janela do carro desceu, e ele franziu a testa ao olhar para Alana: — Você não está com uma cara muito boa, o que aconteceu?
Dizendo isso, ele já havia descido do carro, tomou a iniciativa de pegar as duas malas das mãos de Alana e aproveitou para apoiá-la.

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