— É assim que um casal deve ser... Eu não disse? Em um relacionamento, o homem precisa ter iniciativa. Se a mulher toma a iniciativa, o homem não dá valor! Temos que cobrar o Arthur para tratar melhor a esposa.
No instante em que Alana tentou puxar a mão, Arthur apertou o cerco.
Ela se surpreendeu e olhou para ele instintivamente.
Com um metro e noventa e um, Arthur era muito mais alto.
Ela precisou erguer a cabeça para encará-lo, apenas para ver sua expressão inalterada enquanto conversava com os médicos: — Minha esposa teve um aborto espontâneo. Façam um exame de rotina, a prioridade é a saúde dela.
O médico olhou para Alana: — Sra. Campos, quanto tempo faz desde o aborto?
Quando Lorenzo Paiva a empurrou, ela anunciou a perda do bebê, mas na época a criança ainda estava lá.
Mas quanto tempo já se passou desde então...
Alana franziu a testa.
Arthur olhou para ela com o tom de voz habitual: — Cinco meses e vinte e oito dias, praticamente meio ano.
Alana ficou um pouco surpresa por ele se lembrar dessa data.
Arthur abaixou o olhar e perguntou com a voz calma, apertando a mão dela como se quisesse confortá-la antes de soltar: — Quer que eu entre com você ou espero lá fora?
Alana não tinha certeza se o exame revelaria que ela já havia dado à luz. Com a medicina atual, especialmente com os recursos do Hospital Campos, ela não ousava arriscar.
Ela também sabia que Arthur não estava preocupado, apenas fingindo para a Vovó.
Portanto: — Não precisa, eu entro sozinha.
Ela achou que Arthur voltaria para a sala de estar, mas ele respondeu: — Certo, espero lá fora. Qualquer coisa, é só chamar.
Alana não olhou mais para ele e entrou na sala.

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