Arthur virou-se para olhá-la com um olhar profundo.
Até que descessem do carro, Alana não puxou assunto de forma proativa e ele tampouco iniciou qualquer conversa.
Como dois estranhos.
A única coisa que deixava Alana curiosa era se Arthur já sabia do vírus no computador.
Se a situação estivesse conectada a Isabella, como ele estava planejando lidar com isso.
— Você não para de me encarar, o que você quer dizer? — Arthur repentinamente falou.
Alana respondeu friamente: — O meu computador da empresa pegou um vírus e todo o meu trabalho foi destruído.
Arthur resmungou um "Hum": — Tiago me relatou isso, todo o seu trabalho tem um backup comigo, não houve perdas.
Alana sabia muito bem disso.
Mas o que ela queria perguntar não era isso.
— Quero saber quem foi e como você planeja resolver isso? — perguntou Alana.
Os resultados do trabalho ainda estarem preservados era a melhor das hipóteses, mas não era motivo para Alana não ir atrás disso.
Arthur ficou em silêncio por um momento: — Com qual posição você está me perguntando isso?
Enquanto esperavam o semáforo vermelho, ele parou e a olhou: — Sra. Campos, ou Alana, a assistente especial da Valente Tech emprestada ao Grupo Campos?
Alana não entendeu o que aquilo tinha a ver com as posições.
Vendo-a em silêncio, Arthur desviou o olhar: — Ou melhor, quem você acha que fez isso?
O coração de Alana disparou de repente, e sem esconder, ela perguntou diretamente: — E se foi a Isabella?
Arthur levantou o olhar repentinamente para ela.
Alana entendeu o significado nos olhos dele, que pareciam dizer: Tantas voltas e voltas só por causa disso.

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