Sr. Ricardo: — Chegou?
Alana concordou: — Vovô, está se sentindo melhor?
Ao ouvir que Alana estava disposta a chamá-lo de vovô, a expressão dele continuou indiferente, mas disse: — Sim, estou mais ou menos, hoje de manhã até comi um creme de ovos, não era tão gostoso quanto o seu. O caldo de pombo também estava sem gosto, não se compara à sua habilidade culinária.
Dona Helena lançou um olhar severo para o Sr. Ricardo, que dizia claramente: Agora reconhece as qualidades da Alana?
O Sr. Ricardo sorriu.
Alana viu Dona Helena acenar e foi até ela, e ouviu Dona Helena perguntar: — E então, o que achou daquele celular que te dei?
— O celular que a senhora me deu? — Alana na hora pensou no celular que ela jogou fora ontem.
Dona Helena: — É, eu estava muito entediada no hospital e ouvi algumas enfermeiras jovens comentarem que o novo celular IP é muito bom e está prestes a ser lançado no mercado nacional. Um tempo atrás, eu entrei em contato e pedi para a matriz enviar dois modelos por transporte aéreo, eles chegaram faz uns dois dias. Um é seu e o outro do Arthur, você não recebeu?
Ela virou para Arthur e perguntou: — Você não entregou para a Alana? Você tem tanto dinheiro, ainda quer roubar o pouco da minha neta? O que você está tentando fazer?
— Não roubei da sua neta. — Arthur sorriu resignado, tirou o celular da pasta de Alana e entregou a ela.
Alana não esperava que aquilo fosse um presente de Dona Helena.
Que coincidência.
Dona Helena olhou para a cor laranja do celular, satisfeita, e perguntou a Arthur: — E onde está o seu?
Arthur tirou o dele.
Era azul-escuro.
Laranja e azul-escuro, como o pôr do sol e o oceano.

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