— Fui eu. Eu sabia da situação familiar dela, ouvi todo mundo falando que ela não era competente e acabei criando preconceito contra ela… Não culpem a Alana, ela sempre foi a vítima dessa história!
Isabella não conseguia acreditar.
Como aquilo podia ser possível?
Mas Dona Helena, enquanto falava, levantou a cabeça para olhar para Isabella:
— Isabella, eu sempre achei que você era uma boa garota, mas isso é assunto nosso, assunto de família. Não interfira mais. Primeiro... Arthur?
Com um relance, ela viu Arthur parado à porta.
O rosto de Arthur estava sombrio e ele a olhava.
O coração de Dona Helena afundou de repente, e seu rosto mudou drasticamente.
Vendo isso, Alana também olhou para trás.
Ela antes não tinha certeza se Arthur veria a mensagem, mas, ao chegar ali, mandou a história toda em texto para ele, junto com o endereço...
Ela olhou para Arthur, achando que ele fosse lhe dizer alguma coisa.
Mas ele apenas olhou para ela e seu olhar caiu sobre Isabella.
— Arthur? — Isabella também não esperava que Arthur aparecesse naquele momento.
Então, se ele ouviu que a verdade não teve nada a ver com Alana, ele sentiria alguma piedade e culpa em relação a ela?
Afinal, todos tinham entendido Alana mal por tanto tempo, não é?
Mas quem poderia garantir que alguém como Alana não tivesse tido a intenção de subir na vida na época e apenas aproveitado a oportunidade?
Isabella foi até ele:
— Arthur, desculpe, eu...
Arthur abriu a boca, interrompendo-a:
— Tudo bem.
Ele olhou de lado e instruiu Tiago, que estava do lado de fora:
— Leve-a para casa.
Isabella hesitou, mas assentiu e saiu.
Já que Arthur estava ali, ele não deixaria Alana fazer exigências absurdas.
Alana os acompanhou com o olhar.

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