Arthur olhou para Alana sem emoção, dizendo com indiferença: — Eu vi a gravação do carro. De fato, você não teve intenção.
Então: — Me desculpe.
Aquele pedido repentino de desculpas fez Alana congelar por completo.
Esta era a primeira vez que Arthur pedia desculpas a ela...
Arthur falou: — Como compensação pelo meu mal-entendido, se tiver algum pedido, pode fazer.
Alana entendeu a intenção.
Após pedir, ela teria que continuar aquele casamento.
"Um casamento que não traz alegria, mas que dá pena de abandonar" era uma frase melodramática, mas descrevia perfeitamente a situação deles naquele momento.
Alana levantou a mão, escondeu o rosto e baixou o olhar para acalmar as emoções.
Um homem como Arthur era um bom chefe nas parcerias e no trabalho. Ele dava muito, dava o suficiente e não hesitava em dar.
Porém, no casamento, contanto que não houvesse mal-entendidos e preconceitos, ele também poderia ser um excelente "sócio".
E nada além de um sócio no casamento. Ao falar de sentimentos, mesmo que não envolvessem romance, tudo que sobrava era a frieza e o desespero.
— Ouvi dizer antes: um casamento sem sentimentos é chamado de prostituição a longo prazo. Não estou te pedindo sentimentos ou implorando que me ame.
Alana tinha tanto medo de ser mal compreendida que para cada palavra, precisava dar uma explicação.
O olhar de Arthur era como nanquim espesso. Impossível enxergar sua expressão.
Alana ainda o temia, mas agora, não importava mais.

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