Do lado de fora, ela até conseguia ouvir Isabella Soares consolando suavemente: — Arthur, não fique mais irritado. Pronto, venha comer logo, eu experimentei um pedaço e está muito gostoso! Pena que eu não sei cozinhar...
Ela não ouviu o que Arthur Campos disse, apenas ouviu Isabella rindo muito feliz.
Provavelmente Arthur tinha dito alguma coisa para agradála, ou até mesmo tido um momento íntimo com ela. Alana só conseguia pensar nisso, sentindo um aperto no peito.
Afinal, hoje Isabella estava vestida de forma muito sensual, e Arthur era um homem no auge da vida, impossível apenas olhar e não fazer nada.
Alana pensou...
Ainda bem que ela soube recuar, soube retirar seus sentimentos, senão, a tristeza seria garantida.
Alana ergueu a cabeça e respirou fundo.
Ao sair do elevador, a recepcionista correu até ela e disse:
— Olá, senhora, a diretoria do Grupo Campos emitiu uma ordem de que, a partir de hoje, é proibida a entrada e saída de pessoas que não sejam do grupo. Por favor, saia o mais rápido possível, ou seremos obrigados a expulsá-la.
O coração de Alana apertou, e ela não pôde deixar de perguntar: — E Isabella Soares?
A recepcionista era novata, não conhecia Alana, e além disso, Alana usava máscara e óculos escuros.
Ela disse: — A Srta. Soares é o amor do nosso Sr. Campos, a futura dona do Grupo Campos, como você pode se comparar a ela? Ela é a regra do nosso Sr. Campos. Ele mesmo disse isso!
Isabella Soares era a regra de Arthur Campos.
Ele mesmo disse.
Alana sentiu uma leve vontade de vomitar novamente.
Caminhou rápido para fora dos portões do Grupo Campos, correu até um canteiro de flores, teve algumas ânsias fortes, mas não conseguiu vomitar nada.
Nesse momento, uma mão bateu suavemente em suas costas para ajudá-la.
Alana ainda estava com ânsia, quando ouviu a pessoa falar: — Isso é gravidez, os enjoos são assim mesmo!

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