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Me Casei com Gigolô e Ele Era Meu Noivo Fugitivo Bilionário romance Capítulo 9

POV CHARLOTTE

Ele riu. Um riso debochado e me encarou novamente, mas eu mantive o olhar fixo nele.

— Sério?

Acenei com a cabeça, sentindo um calor absurdo subir pelas minhas bochechas e o meu coração disparar contra as costelas, dando batidas tão fortes e aceleradas que pareciam martelar direto na minha garganta.

— Uma pessoa com a aparência igual à sua com certeza não precisa vir aqui caçar um homem.

— O que quer dizer com isso? — perguntei, tentando equilibrar o meu corpo no banco enquanto a minha cabeça dava uma leve volta. — Por um acaso o público da casa não é feminino?

— Não...não é isso... — Ele gargalhou alto, passando as mãos pelos cabelos cacheados. — É que você tem uma aparência... agradável. — Ele respondeu, pegando um pano e esfregando a madeira do balcão que eu tinha certeza de que já estava limpa.

— Por um acaso, você quer dizer que me acha atraente? — Perguntei. A pergunta escapou da minha boca antes que o meu cérebro conseguisse parar a falta de filtro.

O homem travou a mão no pano e me encarou. O silêncio se arrastou por longos segundos, com ele cravando aqueles olhos escuros nos meus, mapeando cada milímetro do meu rosto.

— Acho.

Uma onda de calor queimou a minha nuca e desceu pela minha coluna, fazendo os pelos dos meus braços se arrepiarem de um jeito instantâneo.

— Eu preciso de um homem como você. — Soltei, o álcool queimando o resto do meu juízo.

— Como eu?

— É. Bonito. Mas que seja educado para se casar comigo. E que venha com um manual de instruções, porque eu não entendo nada de nada, na verdade.

O homem gargalhou novamente, uma gargalhada alta e encorpada que fez o peito nu dele vibrar na minha frente. Mas não foi um riso de quem zombava de mim; era o riso de quem me achava uma completa maluca ou um alienígena tentando explicar física quântica.

— Se você quer um marido, vai para o Tinder. Ou para um site de casamentos. Aqui é um bar erótico, garota.

A resposta seca dele caiu como uma ducha de água gelada na minha cara. Me levantei da banqueta em um movimento rápido, meus pés se embananaram no apoio de metal e o banco bambeou com um barulho estridente.

— Você é muito mal-educado! — Gritei, sentindo a raiva esquentar a minha pele enquanto eu dava as costas para o balcão. — Não precisa me tratar assim!

— Vou chamar um táxi para você. Vai para casa, acho que bebeu demais, dorme, se hidrata e seja menos esquisita.

— Esquisita? Eu?

Ergui o queixo, espremendo a minha bolsa de couro contra as costelas com os dois braços e caminhei em direção à saída, sentindo o chão balançar debaixo dos meus saltos. Cheguei perto do portal, mas o meu orgulho não deixou eu ir embora. Dei meia-volta e marchei de volta até o balcão, inclinando o corpo para frente até ficar com o rosto a poucos centímetros do dele.

— E só para você saber! Você e seus amigos putos não sabem o que estão perdendo! Eu tenho muito dinheiro nessa bolsa! Eu sou rica, entendeu? Rica! Eu podia até comprar esse lugar!

— Fala baixo, sua idiota — ele sibilou entre os dentes, os olhos varrendo o salão com um vinco de preocupação na testa. — Quer ser assaltada?

— Cala a boca, seu ignorantezinho.

— Ei... — ele me chamou, estendendo a mão no ar.

Mas ignorei. Girei os calcanhares e rumei para a porta.

— Idiota, ignorante, quem ele pensa que é? Um rei... — resmunguei baixinho, a minha respiração saindo pesada enquanto sentia alguns olhares curiosos grudarem em mim.

— Minha família quer que eu me case com quem eu não quero e nem conheço! Então eu preciso me casar com outra pessoa!

— Deixa eu ver se entendi. — Ele perguntou, totalmente confuso, soltando a minha cintura e coçando a nuca. — Você não quer casar com quem sua família decidiu, por isso resolveu que quer casar com alguém que não conhece sem estar apaixonada?

— É... por aí...

— Isso não faz sentido nenhum — ele disse, cravando o olhar em mim com a testa franzida.

Juntei o resto da minha força, empurrei o peito dele e tentei me manter de pé sozinha.

Mas a minha cabeça girou de um jeito violento, como se o mundo inteiro tivesse virado de ponta-cabeça. O asfalto sumiu debaixo dos meus pés.

— Mulher??? Você está bem??? — A voz dele soou abafada, como se estivesse no fundo de um poço. — Parece que você vai desmaiar...

— Eu preciso... — Tentei mover os lábios, mas a minha língua parecia um pedaço de chumbo pesado.

A escuridão engoliu a minha visão de uma vez só. As luzes da rua se apagaram, o som do vento sumiu e o meu corpo simplesmente desligou. Desabei para a frente sem qualquer controle, mas não atingi o chão frio. Caí direto contra a superfície quente, rígida e musculosa do peito dele, sentindo os braços fortes me envolverem e segurarem todo o meu peso antes que eu apagasse por completo.

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